COMPADRE ROMILDO
OBS: Escrever é uma
febre e meu remédio. Agora então que arranjei mais uma netinha, além de minha
Carol, a Juli, para ajudar corrigir minhas historinhas e postarem no meu blog. Segurem-se, pois lá vai mais outra!!!
Sou
um cara muito rico, tenho um tesouro em minha vida, talvez o maior do mundo (não
é ouro e nem dinheiro, porque isto não tem nenhum valor). Vou mostrar para
vocês meu valioso tesouro: o amor pelas as coisas boas, que em um toque de mágicas
acontece sem que às vezes não nos toquemos, e assim esqueçamos. Mas ai que esta
o meu tesouro guardado a sete chaves dentro de mim! Vou mostrar algumas destas
moedas: O meu compadre Romildo!
Era
uma vez meu grande compadre e amigo Romildo.
Nos finais de semana meus irmãos e amigos chegavam a nossa loja e o programa preferido era a pesca da casa do "compadre Romildo”. O apetrecho principal era uma garrafa de pinga!
Nos finais de semana meus irmãos e amigos chegavam a nossa loja e o programa preferido era a pesca da casa do "compadre Romildo”. O apetrecho principal era uma garrafa de pinga!
Ao
entardecer, já eufóricos, reuníamos a turma e partia pra casa do compadre
Romildo, pois a pescaria era de noite. Embarcávamos em um furgão Austin todo
fechado, dirigido por meu irmão para o destino "Duas Barras”, distrito de
Cachoeiro de Itapemirim. Era um calor de matar e muita poeira, porque naquele
tempo a estrada ainda era de terra. Era uma farra! Nem sentíamos a viagem, pois
íamos cantando e fazendo bagunça!
Ao chegar a sua da fazenda, avistávamos meu compadre sorridente, que gritava para minha comadre: - Chegou o Mario Aguiar!! Recebia-me sempre muito eufórico e com muita alegria e festa. Seus filhos, muito humildes, corriam e se escondiam embaixo das camas. Com meu jeitinho, ia lá e convencia-os de sair lá de baixo e ficar com a gente.
Ao chegar a sua da fazenda, avistávamos meu compadre sorridente, que gritava para minha comadre: - Chegou o Mario Aguiar!! Recebia-me sempre muito eufórico e com muita alegria e festa. Seus filhos, muito humildes, corriam e se escondiam embaixo das camas. Com meu jeitinho, ia lá e convencia-os de sair lá de baixo e ficar com a gente.
O
compadre chamava a turma para sentar em um banco, em seu terreiro, e começavam
os trabalhos com as pingas! Corria na cozinha e apanhava a caixa de fósforos, e
assim começávamos todos a cantar! Ele era “craque” na caixinha de fósforo e nos
seus sambas de “breque”.
A comadre Candinha ia para o fogão a lenha,
preparar o tira gosto: piabinhas fritas, pois nos fundos de sua casa passava o
rio Itapemirim, farto de piabas cevadas com os restos de comida que lá jogavam.
Assim o tempo passava rápido, para chegar logo a
hora de pescar!
Tinha
a hora certa de conseguir pescar dos cascudos e outros peixes. Acabava a pinga
e o compadre sempre tinha outra de reserva para levar na pescaria. Mas algumas
vezes, quando a “farra” estava muito quente perdíamos a hora da pescaria.
Na
entrada para o rio, havia uma represa que gerava energia para a fazenda. O
compadre sempre ligava o gerador, pois tinha que economizar para o bom desempenho
do mesmo. Ao entrar, existia um paredão estreito que precisava passar se
equilibrando. Imaginem como era essa maratona para atravessar, depois das
pingas tomadas. Era um desafio! Alguns dos amigos caiam de uma altura de
uns dois metros. E assim íamos até as cachoeiras, onde às vezes também caiamos nela.
Meu
compadre com a tarrafa de pesca (já conhecia os pontos certos) jogava e conseguia
pegar muitos cascudos. Depois de encher um saco desses peixes, sentava em um
lajedo e fazia uma fogueira. Ascendia a lamparina que trazia e colocava nas
brasas os cascudos capturados. Enquanto assava os peixes, ele pegava a caixinha
de fósforo e começava a cantoria novamente junto com pinga!
Certa
vez, em uma destas pescarias, nos perdemos. O compadre não achava o caminho de
volta andamos perdidos no rio por muito tempo, até chegar a uma ponte que
atravessa o rio em direção a Castelo, cidade próxima. Foi então, que meu
compadre achou o caminho de volta! Ufa! Depois desta perdida, ele nos contou
que às vezes a direção do rio invertia. Ao invés de enxergar o rio descendo,
enxergávamos ao contrario, ele estava era subindo! Mal de Alzheimer!!
E
assim termino minha história, com aquela moqueca de cascudos deliciosa que
levamos para a minha mãezinha querida fazer! Mostrei aqui, algumas moedas do meu
tesouro, mas como não escondo nada vou mostrar o meu baú cheio: Meus filhos,
meus netos e a moedinha mais nova que é minha bisnetinha Gabriela! Sou ou não
sou o homem mais rico deste mundo?
AUTORIA:
Mário Garcia Aguiar
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