Histórias do Vovô Mario

Histórias do Vovô Mario

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

APOCALIPSE E OS SEUS QUATRO CAVALEIROS

  APOCALIPSE E OS SEUS QUATRO CAVALEIROS
      ( CRAQUE, COCAÍNA, MACONHA E O CIGARRO )



Esses quatro cavaleiros do apocalipse, o craque, a cocaína, a maconha e o cigarro, surgiram para o mal ser disseminado em nosso mundo, trazendo desgraça a todos nós.
Eles vieram para acabar com vidas, levando desgraças a seus familiares e as pessoas próximas, furtando, matando sem piedade a seus irmãos e irmãs e inserindo a infelicidade no lar.
Muitos viciados tentam se livrar da droga, mas não conseguem por fraqueza ou principalmente pela falta de ter Deus dentro de seu coração, pois penso que só ele tem o poder em acabar ou ao menos nos livrar deste mal, que está tomando seu lugar em nosso mundo tão carente da fé.
Estou aqui relatando esse fato, mas também sou um usuário deste maldito vício, o cigarro. 
Hoje acordei e me dirigi a Deus,  nosso criador e também meu amigo de fé e irmão camarada. Então meus irmão, irei lhes dá uma dica: mesmo com Deus ao nosso lado, sabemos que não é fácil, temos que ter ajudas, como internações, remédios, apoio da família e principalmente a fé em Deus, porque só com Ele poderemos nos livrar deste mal.
Ao acordar de mais uma noite confusa e pensei:
- Senhor Pai, vou mais outra vez tentar largar desse vício com sua ajuda e procurar apoio com meus irmãos, pois sei que sua arma é poderosa contra todos os males e nenhuma outra contra a ti nos vencerá!
Esses cavaleiros do apocalipse que voltem pra de onde vieram de uma vez por todas e nunca mais vai me subjugar. Confio em ti ,meu Deus, pois sei que estará comigo em todas as horas de minhas fraquezas, e com suas armas de amor, juntos venceremos.
Assim é o que vou praticar e abandonar de vez este maldito cigarro, um dos quatros cavaleiros do apocalipse.

Não precisaria mostrar  violências as quais são praticadas pelo uso destas malditas drogas, mas vejam apenas esta da foto do título de minha história. Fiquei estarrecido em assistir um jogo de futebol e de repente ser pego de surpresa por esta selvajaria. Será que não tem algumas dessas drogas no meio disto tudo?!! Lamentável!

AUTORIA: Mário Garcia Aguiar

domingo, 8 de dezembro de 2013

MEU PAI HERÓI

                                                    MEU PAI HERÓI


     Meus netinhos tenham paciência, depois volto a contar historinhas pra vocês! Estou contando nestes dias, historias pra crianças de 20 a 100 anos! Vamos à de hoje!
   Vou tentar resumir ao máximo essa história, porque para detalhar teria que escrever um livro volumoso!
    Depois da história de meu avô, um dos fundadores do distrito de “Três irmãos”, vou narrar agora a de seu filho Isaac de Aguiar, meu pai!
Isaac Aguiar quando completou oito anos de idade, encontrou seu amigo Pedrinho, as margens do rio Paraíba, que falou para o meu pai Isaac:
- Hoje na minha gaiola eu peguei dois canários e você? E Isaac respondeu que não havia pegado nada. E Então seu amigo falou:
- Meu cabrito já tem chifres e o seu? E Isaac respondeu que o dele ainda não tinha chifres e continou dizendo que hoje ele havia feito dois gols na pelada!
Pedrinho comentou:
- Você não serve para ser meu companheiro! E Isaac meio contrariado gritou:                                                                                              
- Sirvo simmm Pedrinho! - Faça qualquer coisa que vou te provar que sei fazer
igual.
E então Pedrinho ordenou:
- Tire sua camisa e se atire nas águas do rio, pois eu irei fazer isso agora! E lá se foram Pedrinho e Isaac pelo rio caudaloso, com suas águas barrentas. Só dava pra ver as cabeçinhas nadando até chegarem a outra margem da portela.
Chegando lá, Pedrinho quis voltar à outra margem de Três Irmãos e assim Isaac também voltou.
Mas já do outro lado, vozes aflitas gritavam:
- Olhem lá, duas crianças se afogando. Todos ficaram apavorados! Mas um
senhor gritou:
- Esses meninos estão apenas brincando e  nadando como dois peixinhos! E quando eles se aproximaram da margem, o pai de Isaac, meu avô, João Francisco Aguiar, berrou:
- É meu filho!!!!! Não acredito!!!
    Chegaram ofegantes as margens do rio, e foram recebidos pelo o povo do local como heróis! Porém, meu avô ficou calado e só pediu para meu pai entrar para casa que iriam ter numa conversa séria.
    Só se ouvia os gritos de meu pai: ai,ai ai, eu não sou herói não, eles que falaram!! E a vara de marmelo cantava solta aos ventos! E assim meu avô explicou ao meu pai o perigo que correram fazendo essa aventura.
    Meu pai casou depois dos seus 36 anos com minha mãe, que na época tinha 17 anos. Tiveram 8 filhos, inclusive eu, Mário Garcia Aguiar e  mais sete irmãos: seis homens e duas mulheres. Criaram-nos com muito amor e dificuldades da época, vindo para o Espírito Santo, em Cachoeiro de Itapemirim. Eu e minha irmã Emília nascemos nessa cidade e vivemos muito felizes.
    E os anos se passaram, e meu pai conseguiu ter uma lavanderia nos fundos do hotel Itabira. No dia em 18 de agosto de 1949, ele ouviu gritos vindo de cima da ponte de ferro e um pessoal gritando:
    - Gente, tem três mulheres se afogando! Meu pai não pensou duas vezes, tirou a camisa e pulou de um muro de mais ou menos três metros de altura para salvar a mulher.
    Desceu na correnteza, e voltou à margem do rio trazendo a primeira vítima e assim aconteceu com a segunda. Voltou para salvar a terceira mulher. E o que aconteceu? Afogou-se com a menina????? Afogou nada!!!! 
    Olhe ele na radio nacional recebendo a medalha de ouro no Programa da Esso, de Heron Domingues: Honra ao mérito por seu ato heróico, salvando uma senhora e duas filhas que estavam se afogando!
Tenho a gravação deste programa com a historia detalhada a qual irei postar abaixo:

AUTORIA: Mário Garcia Aguiar


OS TRÊS IRMÃOS

OS TRÊS IRMÃOS



     Hoje vou contar a história de meu avô: eram três irmãos : João Francisco de Aguiar (meu avô), José e Júlio.
    Os irmãos Aguiar, nasceram em Campos, estado do Rio de Janeiro. Eram descendentes de um dos quatro irmãos que chegaram de Guimarães, Portugal: João, Manoel, Ana e Domingos Correia Aguiar ( meu bisavô). O coronel João Francisco, e dona Eugenia Maria de Aguiar (minha avó) tiveram 14 filhos e 71 netos!
     João Francisco, ativo abolicionista e republicano ao tempo do império. Filho de Domingos, compartilhou a perda da mãe (minha bisavó) aos quinze anos de idade e a falência dos negócios após um golpe. A família Aguiar perdeu tudo! 
  João tinha 20 anos. Estudou na universidade politécnica ,e  se formou Engenheiro. Voltou para Campos a pedido de seu pai, que queria o talento do filho para ajudar na recuperação dos negócios. Mas mesmo com sua chegada, o golpe havia corrompido todo o trabalho da família. Neste cenário , Francisco, seu irmão, alista-se no exército e José foge para São Paulo. Porém, João (meu avô) fica em Campos apoiando nosso pai. 
No entanto, foi o filho mais velho que mais deu problemas: João passou a se envolver com os primeiros republicanos de Campos, apoiando revoltas , como a Inconfidência Mineira. Em um jornal principal de Campos, uma crítica ao governo português e sua corte e a exaltação a república e a abolição da escravatura. E como autor, João Aguiar, perseguido pela policia imperial.
A partir de então, João foi obrigado a trocar Campos por uma vila de pescadores, localizada em Niterói, chamada Jurujuba. Depois de alguns meses, fugiu para um lugar no Rio de janeiro, que não se passava de um grande areal, longe de tudo e pouco habitado: Copacabana. 
João viveu ali por um período de um ano, até ser encontrado pelo também desiludido, irmão José.  
José Aguiar foi um escritor e aventureiro famoso pelo seu caráter boêmio, cortejador de mulheres e de amante das noites! Mas mesmo com essas características, José foi um grande incentivador da cultura, projetando monumentos para a cidade do Rio de Janeiro, como o Palácio de Bourbon e o Arco da Liberdade, e para a cidade de Três Irmãos, como o solar dos colonos e o obelisco de ouro. Ele nasceu no primeiro dia de carnaval, o que o povo trirmarnense considerava o motivo da sua fama libertina. 
Júlio Francisco Aguiar era o caçula da família. Aos quinze anos seu pai Domingos se empolga com os lucros e manda o filho para o Rio de Janeiro , onde ficou sob a tutela do padrinho Joaquim Aguiar, que era cabo do exército. Inicia-se dessa forma,o fascínio pelas forças armadas e pelo espírito heróico. Não fez estudos regulares, mas aprendeu com Joaquim técnicas de engenharia, jornalismo e direito. Fazia treinamentos e exercicios regulares. Aprendeu latim, italiano, espanhol ,francês, inglês e alemão. Passava suas noites lendo livros e aprendendo sistemas administrativos e econômicos. Quando voltou para Campos , aos 20 anos, destacou-se como cirurgião, mas em seis meses preferiu voltar ao Rio e se alistou no exército. Casou-se com Gabriela dos Santos.
No mesmo ano de seu casamento , chegava ao Brasil a família Real, e Francisco foi convidado a ser guarda pessoal de dom João VI . Em pouco tempo ele percebe que seu ofício servia apenas para administrar intrigas palacianas entre Carlota Joaquina e Dom João VI. 
Decepcionado, segue em busca de seu irmão João. Encontra-o em Copacabana, junto com José. Desde então os três passaram a viver juntos, isolados naquele imenso areal do rio. 
João, José e Francisco decidem planejar sistemas econômicos para recuperar o dinheiro da família. Após longos cinco meses e dois quilos de papéis, os irmãos partem ao norte, para cultivar café, as margens do rio Paraíba do Sul, o maior polo cafeeiro. A região era famosa por possuir uma das terras mais férteis do Brasil. Começaram a longa viagem atravessando a Baia de Guanabara, indo por Niterói, para não passar pelo centro do Rio. Em Niterói, foram presos na fortaleza de Santa Cruz,mas logo foi percebido o engano: o procurado eram outros criminosos.
Ainda em Niterói, os irmãos ficaram fascinados com a pedra do índio e a incrível semelhança com o perfil indígena. Talvez por essa estadia,os irmãos iriam construir futuramente pequenos acordos com a cidade. p
Pelo resto da Guanabara, os irmãos Aguiar atravessaram Neves, Ponta da Pedra, Manilha, Itaboraí e Sambaetiba. Quando começaram a subir a serra passaram a sentir falta de cavalos próprios. Assim, compraram alguns cavalos bravos, porém muito bonito, que os acompanharam até a vila de Santo Antônio, em Cachoeiras de Macacu. 
Subiram a serra do mar e avistaram o Rio Paraíba. Os Aguiar, passaram por Nova Friburgo e Cantagalo, chegando as margens do rio. Ali fizeram uma plantação, que deu certo, e rapidamente estava pronta para ser moída. João questionou o que seria do café sem os moedores! Sua frase logo foi incorporada a um sentido simbólico e João entrou na história como um pensador que privilegiava as consequências. 
Deixaram o enorme terreno aos vento e continuaram o trajeto, até alcançar Itaocara. Essa cidade era bastante notável na região, e então eles por ali ficaram.   Todavia, não encontravam um terreno de tamanho suficiente, até que ouviram falar de uma tal vila Santo Antônio, com cerca de 100 habitantes e com uma grande fertilidade. Mais uma vez, os irmãos Aguiar seguiram o curso do rio até encontrar uma pequena capela. Desceram dos cavalos e viram um padre de estatura média, de voz grossa e com cerca de 50 anos, orando junto com toda a população. Os habitantes locais logo perceberam a presença dos três "fidalgos" bem vestidos, montados em imponentes cavalos. O padre os acolheu de uma maneira bastante hospitaleira e os deixou dormir na capela. Antes do sol nascer, estavam João e Francisco passeando pela a vila e projetando as plantações. Os dois resolveram desenvolver os próprios cultivos. 
João optou pela área onde hoje é o estádio Maranduba; José escolheu o terreno baldio, localizado na atual pracinha e Francisco preferiu plantar café em baixo do belo monte, onde está o mirante de Santo Antônio. 
Os irmãos tiveram alguns desafios, dentre eles combater a resistência indígena, que contava com apoio do padre Antônio. Resolveram não resistir e oferecer terras boas. Desenvolveram um sistema comercial, que ligava vila de Santo Antônio até Itaocara para o Brasil. Ofereceram bons salários a mão de obra bastante escassa, e tentaram qualificá-la. Uniram as plantações sem causarem conflitos internos. 
Apesar dos problemas ocorridos, João, José e Francisco conseguiram atingir patamares altíssimos, e assim passaram a desenvolver a pequena vila com construções e calçamento das ruas, e assim mudaram o nome da vila Santo Antônio para vila dos Três Irmãos E.R., em homenagem aos desbravadores irmãos Aguiar.
 
    Diz uma lenda, que três índios eram unidos como se fossem um só corpo e uma só alma. Nunca se separavam e eram muito felizes. Uma certa noite ,quando pescavam e cantavam, as margens das águas do rio Paraíba, se surpreenderam com  o  virar de seu barco. Morreram todos afogados, e seus corpos jamais foi encontrados. Assim, segundo a lenda, três pedras iguais surgiram e nelas estão guardadas as almas dos três irmãos, que unidos inspiram o amor fraternal. 

AUTORIA: Mário Garcia Aguiar







segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

"EU CURTO CACHOEIRO"

"EU CURTO CACHOEIRO"


Relato agora, minha aventura na serra do "Caramba" e a euforia de ter Televisão em Cachoeiro!
Vamos começar, por um outro aventureiro, Jevox, era um comerciante que comprou algumas T.V's. Tentava ligá-las, mas só aparecia muito chiado e  alguns chuviscos. E assim, frustado, desistiu da televisão.
Com o passar dos tempos, o interesse em conseguir uma boa televisão só aumentava. Após alguns meses, apareceram, Aroldo Machado vulgo "Chanchudo", e o José Antonio Moura, vulgo "Zé da Jóia", por ter uma loja de jóias na rua 25 de março, vizinho a nossa "Casa Radar" eletrônica, de propriedade minha e de meu irmão Isaac. Nessa mesma época, surgiram em  Cachoeiro várias lojas que começaram a vender televisões. Até que apareceu a "Emerson"que foi ao José Antônio Moura, em sua loja, e ofereceu um engenheiro eletrônico para procurar o tal sinal de T.V. e assim colocá-lo em Cachoeiro.     Porém, uma das condições para enviar o tal engenheiro, era de seu José ter que de início comprar 10 televisões.
José ,nosso muito amigo e vizinho, veio como de costume em nossa loja e falou:
-  Amigos, tenho uma boa a lhes oferecer!  E nos chamou para ajudá-lo. Me empolguei, mas fiquei com a "pulga atras das orelhas" por ter pouco conhecimento da técnica, mas com a agitação de meu amigo, acabei aceitando.
E assim combinamos de ir com o engenheiro, Aroldo Machado - o empolgado, com o José da Jóia e mais dois amigos  procurar o dito sinal na "Serra do Caramba"!
Partimos pra lá num domingo cedo e começamos a escalada da pedra do Caramba. Na subida, pegamos uma chuvarada e o caminho do velho caramba ficou escorregadia. Subia um pouco e lá vinha Zé da Jóia de volta caindo e todos nós junto. Mas com muito sacrifício chegamos ao topo da serra! . Caminhamos lá por cima com o engenheiro procurando localizar o tal sinal. Porém, devida localização, o engenheiro não encontrou um sinal que satisfazia o necessário.
Escureceu  e caiu aquela chuvarada. Saímos caminhando e encontramos com o "Caramba" velho caboclo, de cabelos grisalhos, que nos ofereceu um abrigo em sua cabana. A cabana era bem arrumada, de chão limpo. Ele nos ofereceu uma garrafa de pinga para esquentar. Que maravilha aquela pinga! Estava  muito frio e nós estávamos molhados por causa da chuva. Torcemos nossas roupas e tomamos a pinga do Caramba.        Em seguida,  ele puxou uma sanfona e umas esteiras e lá ficamos cantando  noite a dentro, até dormirmos de cansados. 
No outro dia, quando amanheceu,  partimos de volta. Devido a chuva, o trajeto estava escorregadio, mas mesmo assim chegamos, todos enlameados, iguais a porcos.  
Ficamos muito  frustados por não achar um bom sinal de T.V. pra Cachoeiro e por Zé da Jóia não conseguir tirar proveito para vender suas televisões,  que nesse momento já tinham sido adquiridas e estocadas em sua loja.
Mas o Aroldo Machado, vulgo Chamchudo, teve uma idéia de gozador, e combinou de a gente ir até a loja do Zé da Jóia e comentar:
-  José, o engenheiro da Emerson depois disso tudo vai embora de regresso e você poderia presenteá-lo com um relógio de sua loja, para agradá-lo e assim segurar ele para que não vá embora, e assim voltar em outras serras a procurar um outro sinal bom para Cachoeiro.
O José concordou logo com a idéia do Aroldo, e  foi imediatamente em sua vitrine, pegou um relógio barato e perguntou:
- Este está bom Aroldo? E o  Aroldo respondeu:
- Não José, escolha um melhor! E então o dono da joalheria  foi a vitrine novamente e pegou um folheado a ouro,  e perguntou: 
- E agora, este está  bom? E o Aroldo respondeu balançando a cabeça positivamente:
- Esse  sim irá agradar mais o engenheiro, e  nos piscou o olho.
No dia seguinte, nos reunimos com o engenheiro e o Zé da Jóia  foi com o tal relógio presentear o engenheiro. Mas antes dele oferecer o presente,   Aroldo correu e falou para o Zé que era gozação e que o técnico engenheiro já iria ficar mesmo, pois é de seus interesses também achar o bendito sinal!  O Zé ficou zangado mas aliviado de não ter que dar aquele presente ao engenheiro.
Fomos novamente em busca do sinal, mas desta vez na serra do Frade e a Freira. Escalamos a pedra, mas também nada de sinal bom! 
No outro dia resolvemos ir em uma serra ao lado, que chamavam de a "mãe do frade" e lá finalmente encontramos um bom sinal: 10 decibéis, que era o ideal.
     Eufóricos, retornamos felizes com o nosso objetivo alcançado!
Depois dessa descoberta, requisitaram um outro técnico, pelo fato de eu não interessar muito pela a manutenção do sinal, devido  aos meus compromissos com nossa loja. E então, encontraram o o Aloízio Vantil, um bom técnico em eletrônica e valente guerreiro que assumiu a manutenção. 
E assim por muito tempo, o sinal da T.V. aconteceu em Cachoeiro e o José da Jóia conseguiu vender e comprar mais televisores!
   Na pedra da "Mãe do frade" foi instalada a primeira torre para transmissão do sinal da televisão para Cachoeiro, e nós fomos os pioneiros desta façanha!!!!!!!!!!!!!

Essa historinha será dedicada a turma do "Eu curto Cachoeiro"!. Essa turma é um tesouro escondido nas entranhas de Cachoeiro, o qual ainda não se sabe onde estão e quem são.!!!! Será que estarão escondidos na "SERRA DO CARAMBA" ???????
Acho que o Viana Boreli e Jorge Luiz Santana tem o mapa deste tesouro na Serra do "Caramba", porque eles estão sempre por lá comentando e afeiçoados por aquela pedra misteriosa!
Mas meninos, vocês estão de parabéns! Força jovem e continuação das relíquias do nosso Cachoeiro! Dessa forma, mostram a essa pequena terra, como é grande o nosso amor por ela!
Estou assim chamando de meninos, porque são jovens em comparação a minha idade avançada né? Ainda dou parabéns a estas páginas do "EU CURTO CACHOEIRO" por se ocultarem,  sem ter o criador ou criadores e sem nela aparecer e assim tirar proveitos.
Muito admiro esta força jovem renascer e ter amor a esta terra que é Cachoeiro e assim mostrar as belezas deste tesouro guardado em nosso pedaço do Brasil! Parabéns!

AUTORIA: Mário Garcia Aguiar







domingo, 1 de dezembro de 2013

 " O LUZEIRO ASSOMBRADO "




OBS:  Essa historinha só tem uns setenta anos  atrás. Vejam que desde a idade média até a setenta anos atrás o homem ficou estagnado e não inventou quase nada. 

     Há setenta anos passados mais ou menos, surgiu a energia nuclear, ondas e cores de T.V, comunicações para com longas distâncias , evoluções na área médica, como os transplantes e muitas outras. 
     Sendo assim vamos a historia!
    Passados setenta anos atrás, existia um fazendeiro, o qual era tratado como se fosse um coronel, nome que era dado aos fazendeiros de grandes propriedades e poder.  Sua fazenda era em um rincão muito afastado,no interior, onde ainda não havia muito conhecimento e poucas informações.
  Um belo dia, este fazendeiro viajou para a cidade mais próxima, a uns 300 km. A viagem era sempre muito difícil,devido as condições de transporte, sempre  a cavalo, passando por muitas matas e insetos até chegar ao seu destino final.  Ao chegar, fazia suas compras costumeiras, passando em uma loja dessas que havia nas pequenas cidades, que vendiam de tudo: das ferramentas para a lavoura até a fazenda de rouparias.                     Andando pela cidade, avistou uma bicicleta moderna,  toda incrementada. O fazendeiro ficou deslumbrado com o seu farol!  Foi até a loja e  o vendedor apresentou as novidades da tal  bicicleta: ao pedalar ela ascendia o o farol. O vendedor mostrou uma  peça adaptada, presa a roda, e explicou ao fazendeiro que a peça ao girar, transformaria a energia mecânica em energia elétrica e dessa forma acenderia o farol. O fazendeiro entusiasmado falou:
  -  Esse pessoal é danado de tanta inteligência! - Não tem mais nada o que inventar! E no tom mais alto continuou: 
- Não precisa argumentar mais nada! Vou levar para o meu filho essa bicicleta de presente!
E assim se ajeitou na garupa de seu cavalo e voltou para casa todo eufórico com a novidade.
Chegando,  foi logo gritando:
  -  Filho, venha ver o que o pai trouxe de presente pra você!  O menino foi correndo ver o seu presente, e o pai falou: 
  - Essa bicicleta tem uma novidade que agora será seu cavalo!  - Quando terminar seu trabalho, já escurecendo e ir  visitar sua namorada, ela iluminará seu caminho e substituirá os cavalos, que sempre tropeçam nos caminhos escuros.
  Seu filho ficou de boca aberta entusiasmado com seu presente e assim começou sua rotina: terminava seus afazeres na roça, e quando já havia escurecido tomava seu banho, jantava e em seguida montava em sua bicicleta e lá se ia a casa de sua namorada. No caminho, passava por várias aldeias com casebres de pessoas humildes e sem conhecimentos das atualizações do mundo. E assim pelos caminhos escuros, quase um "breu",  só aparecia o luminar do farol de sua bicicleta. E quando se aproximava daqueles barracos, na beira do caminho,  todos fechavam as portas e gritavam de medo: 
  - Esta passando o fantasma da luz!  Apagavam as lamparinas, e ficavam olhando nas gretas das portas, mas só enxergavam o farol da bicicleta. Rezavam e esperavam o menino desaparecer nas curvas. 
  No dia seguinte os vizinhos mais distante perguntavam uns para os outros: 
- Vocês viram passar o fantasma da luz?  E alguns respondiam:
     - Cruz em credo! Vimos e fechamos as portas. Algumas outras pessoas comentavam que  não haviam visto e nem queriam ver. E esse foi o comentário das redondezas  por muito e muito tempo.
Até que um dia, um valentão falou: 
  - Vou pegar este fantasma hoje quando passar! E então se armou e ficou esperando o fantasma passar a noitinha. Quando o filho do fazendeiro ia se aproximando com o farol, se assustou e acabou caindo da bicicleta. O homem corajoso saiu correndo, se escondeu atrás de uma moita com seu facho de fogo e  de uma certa distância escutava os gemidos de dor do ciclista.  Assim, o "corajoso" criou coragem e foi devagarinho se  aproximando e quando viu o rapariga caído  perguntou gaguejando:
  -  Você é um fantasma? E o rapaz respondeu:  - Fantasma que nada! Sou filho do coronel! - Olha o que você me aprontou! - Venha aqui e me ajude agora.
  O homem corajoso ficou com medo de ter aprontado com o filho do coronel, que era muito famoso e respeitado por aquelas bandas. Levantou o menino, pediu perdão, e explicou que todos ali pensavam que ele era um fantasma. E assim contou para todos da redondezas o acontecido e explicou que o falso fantasma era o filho do coronel com sua bicicleta moderna. Para aquele povo,  naquela época, essa bicicleta era novidade!

AUTORIA: Mário Garcia Aguiar


terça-feira, 26 de novembro de 2013

" O Cajado de Moisés"

  " O Cajado de Moisés"



OBS: Nas minhas historinhas estou nelas mudando variações de contos para não ficar batendo em uma só tecla, e assim tentando agradar a gregos e troianos, de crianças a adultos de até, mais 100 anos. Então vamos lá!

     Varias religiões trazem seus adeptos a bater em nossas portas mostrando mensagens da bíblia, tentando nos trazer as palavras de Deus, as quais eu admiro muito. As vezes batem em nossa porta, suados do sol escaldante com suas documentarias roupas, de terno escuro, para nos mostrar uma de  suas melhores apresentações e assim recebe-los.
  Mas acontece que nós, gananciosos, acabamos por bater a porta em sua presença, acompanhados de pensamentos maldosos: Lá vem esses chatos com as suas baboseiras!  Eu também, no meu interior,  pensava assim, mas os recebia com respeito. Em algumas vezes, traziam seus para os educando  na aceitação da palavra de Deus.

     Agora vamos a história, porque senão também alguns vão desviar a leitura e pensar: Este é mais um chato" que vem bater em minha porta!

  Era uma vez (assim como em meu comentário acima vai começar minha historinha)  um menino chamado Angelo. Ele saia em companhia de seu pai para pregação de porta em porta das palavras de Deus. Subia e descia  morro caminhando com sua bíblia em baixo do braço. Caminhava o dia todo, chegando tarde em casa, cansados.
Angelo sentava no seu cantinho, com sua jantinha em mãos. Saboreava aquilo em frações de minutos.
  No dia seguinte já de pé, saia em companhia de seu pai. E assim aconteceu essa rotina por muitos dias, sempre acompanhado de seu pai. Em um desses dias, a pregação era sobre a passagem de Moisés com seu cajado batendo num rochedo e fazendo brotar água para matar a cede dos seus seguidores.
  Muito compenetrado com a pregação do pai,  ficou impressionado e maravilhado com aqueles dizeres e ao chegar em casa sentou  e perguntou:
      -  Pai, onde estará este cajado de Moisés?  Ele foi pro céu mas não deve ter levado este cajado, e assim deve esta em algum canto deste mundo! Será que ele é ser milagroso?
E o pai respondeu: : 
- Filho, isso se passou a tanto tempo que este cajado já foi extinto da face da terra! E Angelo retrucou:
- Pai, milagres não se extinguem da face da terra, como nas palavras da bíblia que o senhor prega. Este cajado ainda deve existir em algum lugar! 
  O pai acostumado com tantas pregações deu razão a Angelo, foram dormir. O filho não tirava de seus pensamentos o cajado do Moisés. Mal conseguia dormir pensando: Este cajado ainda deve existir em algum lugar, não poderia deixar de existir como muitos milagres acontecidos! E continuava pensando : Ahh se eu achasse este cajado!  Iria fazer muitos milagres, inclusive inserir Deus  na vida dessas pessoas que meu pai prega e que não querem ouvi-lo.
Angelo acordou no outro dia e não tirava de seus pensamentos o tal cajado de Moisés.  Em um  erto dia ele chamou seu pai e falou: 
  - Meu pai, estou cansado de tentar convencer as pessoas as quais não querem te ouvir em seus ensinamentos. E o pai falou: 
  - É uma pena meu filho!  Sua companhia me ajuda tanto! Mas faça aquilo que achar melhor, tem  livre escolha na sua vida.
    No outro dia quando seu pai acordou foi ao quarto de Angelo e encontrou sua cama vazia, com uma mensagem:
     - Pai, não se preocupe, estou indo a procura do cajado de Moisés!
     Lendo aquela mensagem, o pai saiu a procura de seu filho e não mais o encontrou. Ficou muito triste e arrependido em tentar levar seu filho em suas companhia de costume.     Assim, os dias foram passando e o menino Angelo seguia pelas estradas, trabalhando em paradas, em algumas fazendas, tentando juntar dinheiro para sua jornada. 
  Dessa forma, foi juntando uma boa reserva de dinheiro e partiu de avião para seu destino,  Egito, país da época do renascimento antigo do testamento de Deus. Chegando lá, continuou sua caminhada, procurando saber por onde Moisés caminhou. Algumas pessoas achavam que ele estava louco. 
  Suas economias estavam se acabando, e ele não conseguia se comunicar direito com as pessoas porque não tinha domínio da língua, e consequentemente não conseguia emprego. 
  Passou assim a mendigar pelas as estradas já com roupas batidas e mal cuidadas . Virou mendigo, passando fome, sofrendo muito. 
  Estava aproximando o natal e ele lembrava de sua casa com muita saudade, da festa em sua igreja e da fartura de tudo. Deitou embaixo de uma árvore e ali adormeceu de fome. Acordou, e não sabia se era miragem ou alucinação. Olhou para a luz de um poste e no reflexo começou a formar uma figura humana. Esfregou os olhos, e viu que figura ia se formando até aparecer um ancião de cabelos longos e grisalhos com um pau na mão. A imagem se aproximou de Angelo e falou: 
  - Aqui está o que tanto procuras! Meu cajado!
Angelo quase não acreditou no que via, e foi chegando perto da visão, colocou a mão no cajado e sentiu que realmente era verdade. A imagem foi se dispersando e uma voz falou:
  - A fé remove montanhas!
A imagem foi desaparecendo até sumir. Angelo ficou segurando o cajado, deslumbrado da sua realização atendida. E assim por milagre, saiu pelo mundo a fora, pregando e curando enfermos, viciados em drogas, corruptos, ladrões e muito dos males dos homens.

Recebam estas visitas de cajados em sua casa, pois serás ao menos amenizados de seus sofrimentos! Não se importem com o linguajar e interpretações os quais não concorda, pois é apenas a palavra "Deus!


AUTORIA: Mário Garcia Aguiar

O PESCADOR E SEU BARCO

O PESCADOR E SEU BARCO 




OBS: Solidão: Na vida, as vezes, a gente se apega a algum bem material, que conseguimos adquirir com muita dificuldade e assim o valorizamos ainda mais!


       Era uma vez um agricultor, que vivia num casebre muito pobre. Ele tinha uma pequena leva de terras, e com muita dificuldade tirava seu sustento para  sobreviver. E assim ia vivendo. 
Mas seu sonho  era ter um barco e virar pescador como tantos outros que viviam em suas pescarias. Levantava cedo, ia para  beira mar e lá ajudava os pescadores no arrastão das redes, e assim sonhava de um dia ser um deles. Depois de sua apreciação em ajudar os pescadores e matar seu desejo, ia para sua roça cuidar de suas plantações e alimentar uma meia dúzia de gado que possuía.
Ele ainda tinha um bote que usava quando saia para pescar. Era um bote velho improvisado que construiu. Mas era com ele que satisfazia um pouco seus desejos! 
Sua vontade era tão grande que as vezes passava em uma fábrica de barcos e ficava horas ali observando como eram construídos. Certa vez, ele sonhou que estava construindo um barco, e quando acordou no dia seguinte, ficou com aquele sonho em sua cabeça, e assim resolveu construir seu barco de pesca! Passou a plantar mais em suas lavouras e com muito trabalho começou a juntar dinheiro. Quando tinha uma folga, ia para a fabrica de barcos e ficava observando como eram confeccionados. 
Em um certo dia, o proprietário da fábrica o convidou para trabalhar com eles. E assim, neste seu novo emprego foi se aperfeiçoando!
O dono da fabrica se encantou pela perfeição de seu trabalho, e sabendo de seu desejo de possuir um barco, ofereceu as sobras de madeira da fábrica. Assim, com esta ajuda, começou a construir seu tão sonhado barco! O  material era muito caro e por isso tinha dificuldades na sua aquisição. Mas continuava seu desejo. 
Um certo dia, já com o barco armado, só faltando o acabamento, uma de suas vacas, por ciúmes por ele deixar de zelar por ela, ia em seu barco a coçar e de vez em quando dava uns coices na armadura do barco. Quando ele via isso acontecer, parava o que estava fazendo e ia prende-la, pois tinha um ciúme enorme de sua construção! Levava horas e mais horas,  tarde da noite trabalhando, lixando com muito carinho seu empreendimento.
No dia seguinte, soltava as vacas no pasto, e lá vinha a vaquinha roçar em seu barco novamente. Então, ele  resolveu vender alguns gados para ajudar no término da construção, pois não restava outra solução. Com a venda dos animais,  ele acabou de construir seu sonho! Os pescadores ficaram com inveja de tão lindo que barco ficou, pois nenhum deles tinha um igual. Só faltava colocar o nome do barco. Os pescadores sugeriram colocar seu apelido, pois já era conhecido de todos:  "Solidão" e assim ele aceitou a idéia. 
De agricultor virou pescador. Saia com seu barco para a pesca e nenhum outro pescador trazia tantos peixes como ele, porque com seu barco, parecendo um valente guerreiro, enfrentava tempestades e vendavais, cortando as ondas gigantes e assim vencia  a fúria do mar. 
Dessa forma, com o seu sucesso na pescaria,  foi adquirindo muitas posses na colônia de pescadores. Porém, ainda faltava uma companheira fiel, para dar fim em sua solidão e ficar apenas o barco como sua alcunha!
Certa vez,  conheceu uma moça, também filha de um pescador amigo, e acabaram se gostando e casando. Foram  muito felizes! Ganhou um presente de seu amor: um filho, um robusto menino para aumentar sua alegria e felicidade!
    Ele continuou com suas pescarias, enfrentando os mares com seus perigos. Pescava só, pois achava que ninguém poderia pisar em seu barco, pois só ele conhecia. 
E assim foi crescendo seu patrimônios, porém não largava suas pescas. Até já com certa idade, com seu filho já grande, em uma bela manhã saiu para a pescaria. Ao entardecer, o tempo começou a fechar, ameaçando um tempestade raios, cortando o céu com trovões. Mas já acostumado a enfrentar tudo isso,  ele não se preocupou. \
Com seu barco valente e guerreiro, gritava: 
- Aguenta Solidãoooooo! - Essa tempestade nunca tivemos igual!
E dessa forma foi se aproximando de uma ilha rochosa. De repente, o solidão esbarrou em uma  pedra  e o pescador foi arremessado de cabeça. O barco começou a bater nas pedras, e o pobre do pescador sumiu nas ondas. Foi uma cena triste! Com a demora de voltar para casa, sua esposa ficou preocupada e pediu seu colegas para ir a sua procura. E então os pescadores partiram em busca do pecador solitário. Velejaram o dia todo, até que ao entardecer avistaram o barco "Solidão" todo danificado. Levaram o barco de volta a terra e muito triste voltaram de sua missão sem saber como contar a esposa sobre o acontecido. Sua esposa encontrava-se esperançosa, a beira mar. Ao tomar o relato dos pescadores, caiu desmaiada na praia. Foi uma cena muito triste. 
Apesar de seu sofrimento com a falta de seu amado companheiro, o tempo foi passando. O barco "Solidão" foi reformado por um pescador esperto, ficando novinho novamente! Esse pescador amarrou o " Solidão" no ancoradouro e esperou eufórico o amanhecer para estrear suas pescarias. Porém, quando acordou, foi ao ancoradouro e não viu o barco. Olhou para todo alto mar e não avistava nada.                                                           Surpreso e apavorado correu para anunciar o acontecido aos seus colegas comentando: 
- Pessoal, amarrei bem este barco, o mar está calmo, o barco não poderia ter saído sozinho. E então um de seus amigos gozador falou : 
- Foi o pescador "Solidão" que veio buscar o barco que você tomou dele! Muito nervoso, ele gritou:                          
     - Parem de brincar com uma coisa tão séria! - Reformei este barco que agora é meu! 
E o pescador gozador retrucou: 
- Você apenas colocou umas tábuas de  madeira nele, pois este barco é muito forte e pouco teve que reformar!
      Depois desta discussão, resolveram ir a procura do barco "Solidão". Velejaram por muitas horas e já cansados voltaram para casa. E assim por algum tempo, de idas e vindas a procura do barco, avistaram o barco "Solidão". Mas aconteceu que quando iam chegando perto, não entendiam como o barco acelerava e se distanciava deles, até sumir. Apavorados com aquele acontecimento, o pescador gozador comentou: 
- Não disse que isto é coisa do pescador "Solidão"???
E então todos acreditaram e falaram:
- Este barco é de um fantasma! Hooooooo!!!! 
Passaram alguns dias,  e um dos pescadores em sua missão de pescaria, após outra tempestade, foi içado ao mar e não voltou mais. Foi procurado, mas sem sucesso de encontrá-lo. No dia seguinte, alguns pescadores avistaram uma pessoa caída na praia e lá foram ver quem era. Ao se aproximarem, constataram que era o tal pescado desaparecido. E então questionaram como havia chegado a salvo.     Ele apontou para o mar e falou: 
- Foi o barco "Solidão" que apareceu e assim vim nele parar aqui. - Vejam ele ali! Mas ninguém viu nada e deduziram que o pescador desaparecido estava delirando.  
No outro dia,  recuperado, insistia que sua história de seu salvamento era verdade. Depois deste acontecimento todos acabaram acreditando. 
O assunto na colônia de pescadores era de que o "Solidão havia virado um fantasma! E assim, quando em suas pescarias avistavam o barco "Solidão", voltavam para casa. Nenhum deles ousava chegar perto. 
A  família do pescador "Solidão",  ficou desamparada. Toda a herança que o pescador havia deixando foi se acabando. Acabaram passando até fome por não ter o que comer. Triste com esta situação, seu filho, já rapaz, foi para a beira mar sentou e começou a chorar, olhando para o horizonte e lembrando de quando seu pai era vivo.
De repente, avistou um barco vindo em direção e não via ninguém em seu comando. Ele se levantou e deu um grito:
- É o barco de meu pai, o "Solidão"!!!  O rapaz, saiu correndo para sua casa, e ao encontrar sua mãe gritou: 
- Mamãe papai voltou!!!! 
Ela, muito assustada, foi puxada pelas mãos do filho até a beira da praia e ao chegarem, lá estava o "Solidão".  Felizes com aquele acontecimento, o garoto comentou: 
- Agora mãe, lhe prometo que não faltará mais nada em nossas vidas, pois vou pescar com o nosso barco!

E  finalmente, essa história termina com o filho do pescador fazendo mais sucesso do que seu pai e se tornando  o pescador mais rico daquela colônia!


AUTORIA: Mário Garcia Aguiar

domingo, 24 de novembro de 2013

O PRÍNCIPE E A PLEBÉIA

O PRÍNCIPE E A PLEBÉIA 



Era uma vez um rei orgulhoso por ter um filho homem, único e futuro herdeiro para o seu trono.  
Seu filho, o príncipe, nasceu em berço de ouro, com todas as regalias necessárias para sua compor sua educação, e dessa forma receber no futuro a herança de seu pai, o rei. Porém, desde criança o principezinho não se sentia bem em ser tratado dessa forma. Tinha sete anos quando fugia de seu castelo e ia para rua brincar com as crianças mais humildes e filhos de pescadores.                                 
Em uma dessas suas idas conheceu uma menina, que parecia uma índia e a apelidou de “moreninha” por esse motivo. Ela era filha de um pescador humilde, e com o passar dos dias o príncipe, acabou se encantando pela sua beleza e simpatia.                                                    
O rei, desconfiado dos sumiços de seu filho, ordenou que militantes o seguissem, para saber onde seu filho passava o dia. E então, no dia seguinte, lá se foram seus seguidores. Escondidos, observaram que o principezinho entrou em uma área de pescadores, saiu acompanhado de uma menininha, que era a “moreninha” e logo em seguida se dirigiu pelas redondezas, reunindo-se com mais uma turma de garotos, onde jogavam futebol. E assim, de longe, os soldados subordinados ao rei, apreciavam tudo. Quando o príncipe fazia um gol ele corria para dar um beijinho no rosto da “moreninha”. Quando acabava a “pelada”, eles iam de mãos dadas para a tapera de seus pais. Chegando lá, o pai da indiazinha, que também gostava muito do príncipe mesmo sem saber quem ele era, o recebia com muito entusiasmo e com uma peixada maravilhosa!  
O príncipe escondia sua identidade com receio de que eles ficassem com medo e não quisesse mais sua amizade. Ele sentava em uma pequena mesa e deliciava-se com a moqueca! Após o jantar, o príncipe avisou que precisava ir correndo para sua casa, pois seu pai já havia chegado do trabalho. Despediu-se de todos e foi embora.  
O príncipe chegou ao seu castelo todo suado e logo correu para tomar banho e se arrumar, pra não dar “na pinta” sua fuga. No dia seguinte, o Rei chamou seus soldados para saber o que haviam descoberto. Eles relataram tudo o que havia acontecido inclusive a paixão de seu filho pela “moreninha”. 
O Rei ficou furioso, gritou e esbravejou:  
Criei este meu único filho para me suceder e ele vai se envolver logo com essa plebéia!!!  E continuou: 
- Amanhã vocês vão lá, peguem esta menina, levem para o alto mar e jogue-a para os tubarões!  E assim foi feito. 
Quando a menina saia da escola em direção a sua casa, foi abordada pelos malvados soldados, ordenados pelo Rei, que a pegaram, e a levaram para um navio. E lá se foram carregando a “moreninha” para o alto mar. No caminho, todos se encantavam com sua beleza e simpatia , principalmente o capitão do navio. 
Ao chegar em alto mar, o capitão falou para a tripulação:                    -  Esta missão faço questão de eu mesmo realizar em agrado ao meu Rei!    E assim ordenou que pegassem a menina e a colocassem em um barco, pois iria levá-la em um lugar especial, cheio de tubarões famintos que iria logo dar um fim nela, mas  que não queria ninguém com ele. A tripulação cumpriu suas ordens e lá se foi o capitão com a moreninhaDesapareceram da vista de todos. No caminho, o capitão olhava para a Moreninha e cada vez mais se encantava por ela, pela sua inocência de não imaginar o que estava acontecendo. Ela colocava as mãozinhas na água e falava para o capitão:        Olhe! Quantos peixinhos lindos!! 
Já a certa distância do navio, o capitão avistou uma ilha e logo pensou: - Vou deixar esta menina aqui nesta ilha e assim dizer que a joguei aos tubarões, pois não tenho coragem de fazer isso com uma menina tão linda e inocente. E então ancorou seu barco na ilha e muito emocionado falou pra Moreninha:  
Fique aqui, pois tenho  que ir embora. Se cuide! Essa ilha é muito bela, mas também muito perigosaE assim, com lágrimas nos olhos deixou na praia e retornou ao navio.  
Ao chegar, todos vieram curiosos querendo saber como tinha sido. O capitão relatou que a cena foi horrível: - Os tubarões desfacelaram pobre menina. Como ainda estava emocionado, por ter deixado a linda garotinha na ilha, todos abaixaram a cabeça e acreditaram no que havia contadoEm seguida, com a missão cumprida retornaram ao palácio do Rei.  
Chegando lá, o Rei disse para o capitão que iria o promovê-lo desde que nunca revelasse o que havia acontecido.  
No dia seguinte, o príncipe retornou a casa de “moreninha e ao chegar encontrou seus pais em uma profunda tristeza, que vieram chorando ao seu encontro e relatando o acontecimento. Ele abaixou a cabeçinha em lágrimas, abraçou o pescador e disse: 
- Isso não vai ficar assim! Vou ver o que aconteceu e trazer a moreninha de volta aos seus braços. assim partiu desesperado em direção ao palácio. Chegando lá, foi direto ao encontro de seu pai e gritou:  
- O que esses seus bandidos fizeram com a menina? O Rei com frieza contou:  
- Eu ordenei aos meus soldados para que trouxessem a menininha aqui ao palácio, para eu conhecê-la e oferecer uma boa educação pra ela, pois futuramente iria ser uma princesa, mas a menina acabou fugindo e eu não sei mais sobre seu paradeiro. 
príncipe engoliu seco, sem acreditar no que seu pai havia contado. Aborrecido, sentou em cantinho e chorou muito. E assim foi passando o tempo e ele nunca deixava de ir ao encontro do pescador, que  passou a gostar dele como um filho.  
O príncipe continuou em seu palácio se educando estudando engenharia civil, mas sempre muito calado e triste. Ele não conseguia esquecer “moreninha”. Os anos se passaram e o principezinho cresceu e continuou sendo muito amigo do pescador, pai de “moreninha” 
Como de rotina, os outros Reis levavam suas filhas ao palácio para arrumar um casamento com o príncipe, mas ele não queria saber de nenhuma delas.  
Um belo dia, o príncipe resolveu abandonar tudo, inclusive  a herança do trono e partiu para a casa do seu amigo pescador. Chegando lá, pediu para morar com ele e inventou que seus pais haviam morrido. O pescador o abraçou e falou: 
 Viver aqui comigo será uma felicidade, sinto assim a volta de minha filha! E o príncipe respondeu 
- Vou morar e pescar com você e não faltará mais nada para sermos felizes! E assim ficou por lá.  
O Rei sabendo do acontecido ficou muito triste e doente, devido à fuga de seu único filho e herdeiro de seu trono e ordenou que seus súditos chamassem seu filho para lhe fazer uma revelação. Ao chegar no palácio, soube que seu pai estava nas últimas. E assim resolveu ouvi-lo.  
Deitado em uma cama, o Rei falou que precisava revelar um segredo para o filho e começou a falar 
- Meu filho, quero que em primeiro lugar te pedir perdão. Você tornou-se um homem triste e infeliz depois do desaparecimento de sua amiguinha. Por isso, vou revelar-te  aconteceu que realmente aconteceu com ela. Ordenei ao capitão que a levasse para alto mar, e a jogasse aos tubarões.  
Ao ouvir o relato de seu pai, o príncipe levantou-se e saiu correndo a procura do tal capitão. E chegando a seu quartel, furioso começou a esbravejar querendo saber o que teria feito com a sua “moreninha”. capitão falou que havia prometido ao seu pai nunca contar a ninguém esse fato. Porém, como rei havia revelado o segredo, ele acabou falando a verdade de que não teve coragem de jogá-la aos tubarões, e que havia deixado-a em uma ilha deserta, e que tinha voltado lá, na esperança de encontrá-la, sem sucesso.  
Ouvindo o relato do capitão, o príncipe saiu desesperado, correndo para casa do pescador. Chegando lá, quase sem falacontou o que havia descoberto e partiram em direção a tal ilha. Velejaram o dia todo. Procuraram a menininha, que hoje, já deveria ser uma mulher, em várias ilhas. E assim permaneceram na procura por vários dias. 
 Em um desses dias, pegaram uma tempestade terrível e barco ficou a deriva. Cansados, acabaram adormecendo. Quando amanheceu, o barco estava ancorado e ninguém entendia como haviam parado naquela ilha. Então, desceram na ilha e procuraram abrigo. Andaram por várias horas, e em alguns momentos sentiam a mata da praia mexer. Assustados, foram ver o que era. Ao se aproximarem, acabaram sendo cercados pelos índios, que os amarraram. O pescador e o príncipe foram levados para o cacique da tribo, que ordenou, em sua linguagem:                                                                     - Levem-nos a cabana, que amanhã resolvo que farei com eles.                   
À noite, o cacique reuniu com seus índios conselheiros, para decidirem o destino dos dois coitados. Essas reuniões eram festivas, com danças em rodas, e muita bebida, que os deixavam meio alucinados. De repente, apareceu uma linda índia no meio da festa, que erquem preparava os drinks. 
Lá pelas tantas horas da madrugada, os índios adormeceram. Na mesma hora, essa indiazinha, correu e foi desamarrar os prisioneiros. Ao chegar à cabana disse:                                                                               Vão embora logo, pois os índios estão todos dormindo agora. E assim, quando estavam fugindo, o príncipe falou:                                                     - Vamos com a gente, porque senão vão descobrir que você nos ajudou e não sabemos qual será o seu castigo.  
Com muito custo convenceram a indiazinha a ir embora com eles. Pegaram o barco e partiram. príncipe não tirava os olhos da índia, lembrando de sua moreninha. E assim, aproximou-se dela, percebeu que ela falava algumas palavras de sua língua. E então perguntou de onde havia aprendido falar seu idioma. Meio confusa ela falou:                                      - Quando eu era muito pequena, uns homens malvados me pegaram para me jogar aos tubarões, porém, um deles, ficou com pena, e me deixou aqui nesta ilha.  Sem deixá-la terminar sua história, o príncipe se atirou em seus braços gritando: "Moreninhaaaaa"!!!!!!  
Seu pai correu para abraçá-la! E então, a volta foi uma felicidade e alegria para os três! índia também reconheceu seu pai e o seu  príncipe. Chegaram ao desembarque em festa e  “moreninha” saiu correndo ao encontro de sua mãe.  
Ao chegarem, o Capitão se aproximou do príncipe e ajoelhado falou que seu pai havia morrido, e que agora ele seria o novo Rei.  
E assim, o príncipe, agora rei, foi para o castelo, com sua moreninha e seus pais. Casaram-se e fizeram um reinado maravilhoso para os pobres pescadores e a todos.  
Fim (Quem quiser que conte outra)!!! 

AUTORIA: Mário Garcia Aguiar