Histórias do Vovô Mario

Histórias do Vovô Mario

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

"EU CURTO CACHOEIRO"

"EU CURTO CACHOEIRO"


Relato agora, minha aventura na serra do "Caramba" e a euforia de ter Televisão em Cachoeiro!
Vamos começar, por um outro aventureiro, Jevox, era um comerciante que comprou algumas T.V's. Tentava ligá-las, mas só aparecia muito chiado e  alguns chuviscos. E assim, frustado, desistiu da televisão.
Com o passar dos tempos, o interesse em conseguir uma boa televisão só aumentava. Após alguns meses, apareceram, Aroldo Machado vulgo "Chanchudo", e o José Antonio Moura, vulgo "Zé da Jóia", por ter uma loja de jóias na rua 25 de março, vizinho a nossa "Casa Radar" eletrônica, de propriedade minha e de meu irmão Isaac. Nessa mesma época, surgiram em  Cachoeiro várias lojas que começaram a vender televisões. Até que apareceu a "Emerson"que foi ao José Antônio Moura, em sua loja, e ofereceu um engenheiro eletrônico para procurar o tal sinal de T.V. e assim colocá-lo em Cachoeiro.     Porém, uma das condições para enviar o tal engenheiro, era de seu José ter que de início comprar 10 televisões.
José ,nosso muito amigo e vizinho, veio como de costume em nossa loja e falou:
-  Amigos, tenho uma boa a lhes oferecer!  E nos chamou para ajudá-lo. Me empolguei, mas fiquei com a "pulga atras das orelhas" por ter pouco conhecimento da técnica, mas com a agitação de meu amigo, acabei aceitando.
E assim combinamos de ir com o engenheiro, Aroldo Machado - o empolgado, com o José da Jóia e mais dois amigos  procurar o dito sinal na "Serra do Caramba"!
Partimos pra lá num domingo cedo e começamos a escalada da pedra do Caramba. Na subida, pegamos uma chuvarada e o caminho do velho caramba ficou escorregadia. Subia um pouco e lá vinha Zé da Jóia de volta caindo e todos nós junto. Mas com muito sacrifício chegamos ao topo da serra! . Caminhamos lá por cima com o engenheiro procurando localizar o tal sinal. Porém, devida localização, o engenheiro não encontrou um sinal que satisfazia o necessário.
Escureceu  e caiu aquela chuvarada. Saímos caminhando e encontramos com o "Caramba" velho caboclo, de cabelos grisalhos, que nos ofereceu um abrigo em sua cabana. A cabana era bem arrumada, de chão limpo. Ele nos ofereceu uma garrafa de pinga para esquentar. Que maravilha aquela pinga! Estava  muito frio e nós estávamos molhados por causa da chuva. Torcemos nossas roupas e tomamos a pinga do Caramba.        Em seguida,  ele puxou uma sanfona e umas esteiras e lá ficamos cantando  noite a dentro, até dormirmos de cansados. 
No outro dia, quando amanheceu,  partimos de volta. Devido a chuva, o trajeto estava escorregadio, mas mesmo assim chegamos, todos enlameados, iguais a porcos.  
Ficamos muito  frustados por não achar um bom sinal de T.V. pra Cachoeiro e por Zé da Jóia não conseguir tirar proveito para vender suas televisões,  que nesse momento já tinham sido adquiridas e estocadas em sua loja.
Mas o Aroldo Machado, vulgo Chamchudo, teve uma idéia de gozador, e combinou de a gente ir até a loja do Zé da Jóia e comentar:
-  José, o engenheiro da Emerson depois disso tudo vai embora de regresso e você poderia presenteá-lo com um relógio de sua loja, para agradá-lo e assim segurar ele para que não vá embora, e assim voltar em outras serras a procurar um outro sinal bom para Cachoeiro.
O José concordou logo com a idéia do Aroldo, e  foi imediatamente em sua vitrine, pegou um relógio barato e perguntou:
- Este está bom Aroldo? E o  Aroldo respondeu:
- Não José, escolha um melhor! E então o dono da joalheria  foi a vitrine novamente e pegou um folheado a ouro,  e perguntou: 
- E agora, este está  bom? E o Aroldo respondeu balançando a cabeça positivamente:
- Esse  sim irá agradar mais o engenheiro, e  nos piscou o olho.
No dia seguinte, nos reunimos com o engenheiro e o Zé da Jóia  foi com o tal relógio presentear o engenheiro. Mas antes dele oferecer o presente,   Aroldo correu e falou para o Zé que era gozação e que o técnico engenheiro já iria ficar mesmo, pois é de seus interesses também achar o bendito sinal!  O Zé ficou zangado mas aliviado de não ter que dar aquele presente ao engenheiro.
Fomos novamente em busca do sinal, mas desta vez na serra do Frade e a Freira. Escalamos a pedra, mas também nada de sinal bom! 
No outro dia resolvemos ir em uma serra ao lado, que chamavam de a "mãe do frade" e lá finalmente encontramos um bom sinal: 10 decibéis, que era o ideal.
     Eufóricos, retornamos felizes com o nosso objetivo alcançado!
Depois dessa descoberta, requisitaram um outro técnico, pelo fato de eu não interessar muito pela a manutenção do sinal, devido  aos meus compromissos com nossa loja. E então, encontraram o o Aloízio Vantil, um bom técnico em eletrônica e valente guerreiro que assumiu a manutenção. 
E assim por muito tempo, o sinal da T.V. aconteceu em Cachoeiro e o José da Jóia conseguiu vender e comprar mais televisores!
   Na pedra da "Mãe do frade" foi instalada a primeira torre para transmissão do sinal da televisão para Cachoeiro, e nós fomos os pioneiros desta façanha!!!!!!!!!!!!!

Essa historinha será dedicada a turma do "Eu curto Cachoeiro"!. Essa turma é um tesouro escondido nas entranhas de Cachoeiro, o qual ainda não se sabe onde estão e quem são.!!!! Será que estarão escondidos na "SERRA DO CARAMBA" ???????
Acho que o Viana Boreli e Jorge Luiz Santana tem o mapa deste tesouro na Serra do "Caramba", porque eles estão sempre por lá comentando e afeiçoados por aquela pedra misteriosa!
Mas meninos, vocês estão de parabéns! Força jovem e continuação das relíquias do nosso Cachoeiro! Dessa forma, mostram a essa pequena terra, como é grande o nosso amor por ela!
Estou assim chamando de meninos, porque são jovens em comparação a minha idade avançada né? Ainda dou parabéns a estas páginas do "EU CURTO CACHOEIRO" por se ocultarem,  sem ter o criador ou criadores e sem nela aparecer e assim tirar proveitos.
Muito admiro esta força jovem renascer e ter amor a esta terra que é Cachoeiro e assim mostrar as belezas deste tesouro guardado em nosso pedaço do Brasil! Parabéns!

AUTORIA: Mário Garcia Aguiar







Nenhum comentário:

Postar um comentário