Histórias do Vovô Mario

Histórias do Vovô Mario

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

APOCALIPSE E OS SEUS QUATRO CAVALEIROS

  APOCALIPSE E OS SEUS QUATRO CAVALEIROS
      ( CRAQUE, COCAÍNA, MACONHA E O CIGARRO )



Esses quatro cavaleiros do apocalipse, o craque, a cocaína, a maconha e o cigarro, surgiram para o mal ser disseminado em nosso mundo, trazendo desgraça a todos nós.
Eles vieram para acabar com vidas, levando desgraças a seus familiares e as pessoas próximas, furtando, matando sem piedade a seus irmãos e irmãs e inserindo a infelicidade no lar.
Muitos viciados tentam se livrar da droga, mas não conseguem por fraqueza ou principalmente pela falta de ter Deus dentro de seu coração, pois penso que só ele tem o poder em acabar ou ao menos nos livrar deste mal, que está tomando seu lugar em nosso mundo tão carente da fé.
Estou aqui relatando esse fato, mas também sou um usuário deste maldito vício, o cigarro. 
Hoje acordei e me dirigi a Deus,  nosso criador e também meu amigo de fé e irmão camarada. Então meus irmão, irei lhes dá uma dica: mesmo com Deus ao nosso lado, sabemos que não é fácil, temos que ter ajudas, como internações, remédios, apoio da família e principalmente a fé em Deus, porque só com Ele poderemos nos livrar deste mal.
Ao acordar de mais uma noite confusa e pensei:
- Senhor Pai, vou mais outra vez tentar largar desse vício com sua ajuda e procurar apoio com meus irmãos, pois sei que sua arma é poderosa contra todos os males e nenhuma outra contra a ti nos vencerá!
Esses cavaleiros do apocalipse que voltem pra de onde vieram de uma vez por todas e nunca mais vai me subjugar. Confio em ti ,meu Deus, pois sei que estará comigo em todas as horas de minhas fraquezas, e com suas armas de amor, juntos venceremos.
Assim é o que vou praticar e abandonar de vez este maldito cigarro, um dos quatros cavaleiros do apocalipse.

Não precisaria mostrar  violências as quais são praticadas pelo uso destas malditas drogas, mas vejam apenas esta da foto do título de minha história. Fiquei estarrecido em assistir um jogo de futebol e de repente ser pego de surpresa por esta selvajaria. Será que não tem algumas dessas drogas no meio disto tudo?!! Lamentável!

AUTORIA: Mário Garcia Aguiar

domingo, 8 de dezembro de 2013

MEU PAI HERÓI

                                                    MEU PAI HERÓI


     Meus netinhos tenham paciência, depois volto a contar historinhas pra vocês! Estou contando nestes dias, historias pra crianças de 20 a 100 anos! Vamos à de hoje!
   Vou tentar resumir ao máximo essa história, porque para detalhar teria que escrever um livro volumoso!
    Depois da história de meu avô, um dos fundadores do distrito de “Três irmãos”, vou narrar agora a de seu filho Isaac de Aguiar, meu pai!
Isaac Aguiar quando completou oito anos de idade, encontrou seu amigo Pedrinho, as margens do rio Paraíba, que falou para o meu pai Isaac:
- Hoje na minha gaiola eu peguei dois canários e você? E Isaac respondeu que não havia pegado nada. E Então seu amigo falou:
- Meu cabrito já tem chifres e o seu? E Isaac respondeu que o dele ainda não tinha chifres e continou dizendo que hoje ele havia feito dois gols na pelada!
Pedrinho comentou:
- Você não serve para ser meu companheiro! E Isaac meio contrariado gritou:                                                                                              
- Sirvo simmm Pedrinho! - Faça qualquer coisa que vou te provar que sei fazer
igual.
E então Pedrinho ordenou:
- Tire sua camisa e se atire nas águas do rio, pois eu irei fazer isso agora! E lá se foram Pedrinho e Isaac pelo rio caudaloso, com suas águas barrentas. Só dava pra ver as cabeçinhas nadando até chegarem a outra margem da portela.
Chegando lá, Pedrinho quis voltar à outra margem de Três Irmãos e assim Isaac também voltou.
Mas já do outro lado, vozes aflitas gritavam:
- Olhem lá, duas crianças se afogando. Todos ficaram apavorados! Mas um
senhor gritou:
- Esses meninos estão apenas brincando e  nadando como dois peixinhos! E quando eles se aproximaram da margem, o pai de Isaac, meu avô, João Francisco Aguiar, berrou:
- É meu filho!!!!! Não acredito!!!
    Chegaram ofegantes as margens do rio, e foram recebidos pelo o povo do local como heróis! Porém, meu avô ficou calado e só pediu para meu pai entrar para casa que iriam ter numa conversa séria.
    Só se ouvia os gritos de meu pai: ai,ai ai, eu não sou herói não, eles que falaram!! E a vara de marmelo cantava solta aos ventos! E assim meu avô explicou ao meu pai o perigo que correram fazendo essa aventura.
    Meu pai casou depois dos seus 36 anos com minha mãe, que na época tinha 17 anos. Tiveram 8 filhos, inclusive eu, Mário Garcia Aguiar e  mais sete irmãos: seis homens e duas mulheres. Criaram-nos com muito amor e dificuldades da época, vindo para o Espírito Santo, em Cachoeiro de Itapemirim. Eu e minha irmã Emília nascemos nessa cidade e vivemos muito felizes.
    E os anos se passaram, e meu pai conseguiu ter uma lavanderia nos fundos do hotel Itabira. No dia em 18 de agosto de 1949, ele ouviu gritos vindo de cima da ponte de ferro e um pessoal gritando:
    - Gente, tem três mulheres se afogando! Meu pai não pensou duas vezes, tirou a camisa e pulou de um muro de mais ou menos três metros de altura para salvar a mulher.
    Desceu na correnteza, e voltou à margem do rio trazendo a primeira vítima e assim aconteceu com a segunda. Voltou para salvar a terceira mulher. E o que aconteceu? Afogou-se com a menina????? Afogou nada!!!! 
    Olhe ele na radio nacional recebendo a medalha de ouro no Programa da Esso, de Heron Domingues: Honra ao mérito por seu ato heróico, salvando uma senhora e duas filhas que estavam se afogando!
Tenho a gravação deste programa com a historia detalhada a qual irei postar abaixo:

AUTORIA: Mário Garcia Aguiar


OS TRÊS IRMÃOS

OS TRÊS IRMÃOS



     Hoje vou contar a história de meu avô: eram três irmãos : João Francisco de Aguiar (meu avô), José e Júlio.
    Os irmãos Aguiar, nasceram em Campos, estado do Rio de Janeiro. Eram descendentes de um dos quatro irmãos que chegaram de Guimarães, Portugal: João, Manoel, Ana e Domingos Correia Aguiar ( meu bisavô). O coronel João Francisco, e dona Eugenia Maria de Aguiar (minha avó) tiveram 14 filhos e 71 netos!
     João Francisco, ativo abolicionista e republicano ao tempo do império. Filho de Domingos, compartilhou a perda da mãe (minha bisavó) aos quinze anos de idade e a falência dos negócios após um golpe. A família Aguiar perdeu tudo! 
  João tinha 20 anos. Estudou na universidade politécnica ,e  se formou Engenheiro. Voltou para Campos a pedido de seu pai, que queria o talento do filho para ajudar na recuperação dos negócios. Mas mesmo com sua chegada, o golpe havia corrompido todo o trabalho da família. Neste cenário , Francisco, seu irmão, alista-se no exército e José foge para São Paulo. Porém, João (meu avô) fica em Campos apoiando nosso pai. 
No entanto, foi o filho mais velho que mais deu problemas: João passou a se envolver com os primeiros republicanos de Campos, apoiando revoltas , como a Inconfidência Mineira. Em um jornal principal de Campos, uma crítica ao governo português e sua corte e a exaltação a república e a abolição da escravatura. E como autor, João Aguiar, perseguido pela policia imperial.
A partir de então, João foi obrigado a trocar Campos por uma vila de pescadores, localizada em Niterói, chamada Jurujuba. Depois de alguns meses, fugiu para um lugar no Rio de janeiro, que não se passava de um grande areal, longe de tudo e pouco habitado: Copacabana. 
João viveu ali por um período de um ano, até ser encontrado pelo também desiludido, irmão José.  
José Aguiar foi um escritor e aventureiro famoso pelo seu caráter boêmio, cortejador de mulheres e de amante das noites! Mas mesmo com essas características, José foi um grande incentivador da cultura, projetando monumentos para a cidade do Rio de Janeiro, como o Palácio de Bourbon e o Arco da Liberdade, e para a cidade de Três Irmãos, como o solar dos colonos e o obelisco de ouro. Ele nasceu no primeiro dia de carnaval, o que o povo trirmarnense considerava o motivo da sua fama libertina. 
Júlio Francisco Aguiar era o caçula da família. Aos quinze anos seu pai Domingos se empolga com os lucros e manda o filho para o Rio de Janeiro , onde ficou sob a tutela do padrinho Joaquim Aguiar, que era cabo do exército. Inicia-se dessa forma,o fascínio pelas forças armadas e pelo espírito heróico. Não fez estudos regulares, mas aprendeu com Joaquim técnicas de engenharia, jornalismo e direito. Fazia treinamentos e exercicios regulares. Aprendeu latim, italiano, espanhol ,francês, inglês e alemão. Passava suas noites lendo livros e aprendendo sistemas administrativos e econômicos. Quando voltou para Campos , aos 20 anos, destacou-se como cirurgião, mas em seis meses preferiu voltar ao Rio e se alistou no exército. Casou-se com Gabriela dos Santos.
No mesmo ano de seu casamento , chegava ao Brasil a família Real, e Francisco foi convidado a ser guarda pessoal de dom João VI . Em pouco tempo ele percebe que seu ofício servia apenas para administrar intrigas palacianas entre Carlota Joaquina e Dom João VI. 
Decepcionado, segue em busca de seu irmão João. Encontra-o em Copacabana, junto com José. Desde então os três passaram a viver juntos, isolados naquele imenso areal do rio. 
João, José e Francisco decidem planejar sistemas econômicos para recuperar o dinheiro da família. Após longos cinco meses e dois quilos de papéis, os irmãos partem ao norte, para cultivar café, as margens do rio Paraíba do Sul, o maior polo cafeeiro. A região era famosa por possuir uma das terras mais férteis do Brasil. Começaram a longa viagem atravessando a Baia de Guanabara, indo por Niterói, para não passar pelo centro do Rio. Em Niterói, foram presos na fortaleza de Santa Cruz,mas logo foi percebido o engano: o procurado eram outros criminosos.
Ainda em Niterói, os irmãos ficaram fascinados com a pedra do índio e a incrível semelhança com o perfil indígena. Talvez por essa estadia,os irmãos iriam construir futuramente pequenos acordos com a cidade. p
Pelo resto da Guanabara, os irmãos Aguiar atravessaram Neves, Ponta da Pedra, Manilha, Itaboraí e Sambaetiba. Quando começaram a subir a serra passaram a sentir falta de cavalos próprios. Assim, compraram alguns cavalos bravos, porém muito bonito, que os acompanharam até a vila de Santo Antônio, em Cachoeiras de Macacu. 
Subiram a serra do mar e avistaram o Rio Paraíba. Os Aguiar, passaram por Nova Friburgo e Cantagalo, chegando as margens do rio. Ali fizeram uma plantação, que deu certo, e rapidamente estava pronta para ser moída. João questionou o que seria do café sem os moedores! Sua frase logo foi incorporada a um sentido simbólico e João entrou na história como um pensador que privilegiava as consequências. 
Deixaram o enorme terreno aos vento e continuaram o trajeto, até alcançar Itaocara. Essa cidade era bastante notável na região, e então eles por ali ficaram.   Todavia, não encontravam um terreno de tamanho suficiente, até que ouviram falar de uma tal vila Santo Antônio, com cerca de 100 habitantes e com uma grande fertilidade. Mais uma vez, os irmãos Aguiar seguiram o curso do rio até encontrar uma pequena capela. Desceram dos cavalos e viram um padre de estatura média, de voz grossa e com cerca de 50 anos, orando junto com toda a população. Os habitantes locais logo perceberam a presença dos três "fidalgos" bem vestidos, montados em imponentes cavalos. O padre os acolheu de uma maneira bastante hospitaleira e os deixou dormir na capela. Antes do sol nascer, estavam João e Francisco passeando pela a vila e projetando as plantações. Os dois resolveram desenvolver os próprios cultivos. 
João optou pela área onde hoje é o estádio Maranduba; José escolheu o terreno baldio, localizado na atual pracinha e Francisco preferiu plantar café em baixo do belo monte, onde está o mirante de Santo Antônio. 
Os irmãos tiveram alguns desafios, dentre eles combater a resistência indígena, que contava com apoio do padre Antônio. Resolveram não resistir e oferecer terras boas. Desenvolveram um sistema comercial, que ligava vila de Santo Antônio até Itaocara para o Brasil. Ofereceram bons salários a mão de obra bastante escassa, e tentaram qualificá-la. Uniram as plantações sem causarem conflitos internos. 
Apesar dos problemas ocorridos, João, José e Francisco conseguiram atingir patamares altíssimos, e assim passaram a desenvolver a pequena vila com construções e calçamento das ruas, e assim mudaram o nome da vila Santo Antônio para vila dos Três Irmãos E.R., em homenagem aos desbravadores irmãos Aguiar.
 
    Diz uma lenda, que três índios eram unidos como se fossem um só corpo e uma só alma. Nunca se separavam e eram muito felizes. Uma certa noite ,quando pescavam e cantavam, as margens das águas do rio Paraíba, se surpreenderam com  o  virar de seu barco. Morreram todos afogados, e seus corpos jamais foi encontrados. Assim, segundo a lenda, três pedras iguais surgiram e nelas estão guardadas as almas dos três irmãos, que unidos inspiram o amor fraternal. 

AUTORIA: Mário Garcia Aguiar







segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

"EU CURTO CACHOEIRO"

"EU CURTO CACHOEIRO"


Relato agora, minha aventura na serra do "Caramba" e a euforia de ter Televisão em Cachoeiro!
Vamos começar, por um outro aventureiro, Jevox, era um comerciante que comprou algumas T.V's. Tentava ligá-las, mas só aparecia muito chiado e  alguns chuviscos. E assim, frustado, desistiu da televisão.
Com o passar dos tempos, o interesse em conseguir uma boa televisão só aumentava. Após alguns meses, apareceram, Aroldo Machado vulgo "Chanchudo", e o José Antonio Moura, vulgo "Zé da Jóia", por ter uma loja de jóias na rua 25 de março, vizinho a nossa "Casa Radar" eletrônica, de propriedade minha e de meu irmão Isaac. Nessa mesma época, surgiram em  Cachoeiro várias lojas que começaram a vender televisões. Até que apareceu a "Emerson"que foi ao José Antônio Moura, em sua loja, e ofereceu um engenheiro eletrônico para procurar o tal sinal de T.V. e assim colocá-lo em Cachoeiro.     Porém, uma das condições para enviar o tal engenheiro, era de seu José ter que de início comprar 10 televisões.
José ,nosso muito amigo e vizinho, veio como de costume em nossa loja e falou:
-  Amigos, tenho uma boa a lhes oferecer!  E nos chamou para ajudá-lo. Me empolguei, mas fiquei com a "pulga atras das orelhas" por ter pouco conhecimento da técnica, mas com a agitação de meu amigo, acabei aceitando.
E assim combinamos de ir com o engenheiro, Aroldo Machado - o empolgado, com o José da Jóia e mais dois amigos  procurar o dito sinal na "Serra do Caramba"!
Partimos pra lá num domingo cedo e começamos a escalada da pedra do Caramba. Na subida, pegamos uma chuvarada e o caminho do velho caramba ficou escorregadia. Subia um pouco e lá vinha Zé da Jóia de volta caindo e todos nós junto. Mas com muito sacrifício chegamos ao topo da serra! . Caminhamos lá por cima com o engenheiro procurando localizar o tal sinal. Porém, devida localização, o engenheiro não encontrou um sinal que satisfazia o necessário.
Escureceu  e caiu aquela chuvarada. Saímos caminhando e encontramos com o "Caramba" velho caboclo, de cabelos grisalhos, que nos ofereceu um abrigo em sua cabana. A cabana era bem arrumada, de chão limpo. Ele nos ofereceu uma garrafa de pinga para esquentar. Que maravilha aquela pinga! Estava  muito frio e nós estávamos molhados por causa da chuva. Torcemos nossas roupas e tomamos a pinga do Caramba.        Em seguida,  ele puxou uma sanfona e umas esteiras e lá ficamos cantando  noite a dentro, até dormirmos de cansados. 
No outro dia, quando amanheceu,  partimos de volta. Devido a chuva, o trajeto estava escorregadio, mas mesmo assim chegamos, todos enlameados, iguais a porcos.  
Ficamos muito  frustados por não achar um bom sinal de T.V. pra Cachoeiro e por Zé da Jóia não conseguir tirar proveito para vender suas televisões,  que nesse momento já tinham sido adquiridas e estocadas em sua loja.
Mas o Aroldo Machado, vulgo Chamchudo, teve uma idéia de gozador, e combinou de a gente ir até a loja do Zé da Jóia e comentar:
-  José, o engenheiro da Emerson depois disso tudo vai embora de regresso e você poderia presenteá-lo com um relógio de sua loja, para agradá-lo e assim segurar ele para que não vá embora, e assim voltar em outras serras a procurar um outro sinal bom para Cachoeiro.
O José concordou logo com a idéia do Aroldo, e  foi imediatamente em sua vitrine, pegou um relógio barato e perguntou:
- Este está bom Aroldo? E o  Aroldo respondeu:
- Não José, escolha um melhor! E então o dono da joalheria  foi a vitrine novamente e pegou um folheado a ouro,  e perguntou: 
- E agora, este está  bom? E o Aroldo respondeu balançando a cabeça positivamente:
- Esse  sim irá agradar mais o engenheiro, e  nos piscou o olho.
No dia seguinte, nos reunimos com o engenheiro e o Zé da Jóia  foi com o tal relógio presentear o engenheiro. Mas antes dele oferecer o presente,   Aroldo correu e falou para o Zé que era gozação e que o técnico engenheiro já iria ficar mesmo, pois é de seus interesses também achar o bendito sinal!  O Zé ficou zangado mas aliviado de não ter que dar aquele presente ao engenheiro.
Fomos novamente em busca do sinal, mas desta vez na serra do Frade e a Freira. Escalamos a pedra, mas também nada de sinal bom! 
No outro dia resolvemos ir em uma serra ao lado, que chamavam de a "mãe do frade" e lá finalmente encontramos um bom sinal: 10 decibéis, que era o ideal.
     Eufóricos, retornamos felizes com o nosso objetivo alcançado!
Depois dessa descoberta, requisitaram um outro técnico, pelo fato de eu não interessar muito pela a manutenção do sinal, devido  aos meus compromissos com nossa loja. E então, encontraram o o Aloízio Vantil, um bom técnico em eletrônica e valente guerreiro que assumiu a manutenção. 
E assim por muito tempo, o sinal da T.V. aconteceu em Cachoeiro e o José da Jóia conseguiu vender e comprar mais televisores!
   Na pedra da "Mãe do frade" foi instalada a primeira torre para transmissão do sinal da televisão para Cachoeiro, e nós fomos os pioneiros desta façanha!!!!!!!!!!!!!

Essa historinha será dedicada a turma do "Eu curto Cachoeiro"!. Essa turma é um tesouro escondido nas entranhas de Cachoeiro, o qual ainda não se sabe onde estão e quem são.!!!! Será que estarão escondidos na "SERRA DO CARAMBA" ???????
Acho que o Viana Boreli e Jorge Luiz Santana tem o mapa deste tesouro na Serra do "Caramba", porque eles estão sempre por lá comentando e afeiçoados por aquela pedra misteriosa!
Mas meninos, vocês estão de parabéns! Força jovem e continuação das relíquias do nosso Cachoeiro! Dessa forma, mostram a essa pequena terra, como é grande o nosso amor por ela!
Estou assim chamando de meninos, porque são jovens em comparação a minha idade avançada né? Ainda dou parabéns a estas páginas do "EU CURTO CACHOEIRO" por se ocultarem,  sem ter o criador ou criadores e sem nela aparecer e assim tirar proveitos.
Muito admiro esta força jovem renascer e ter amor a esta terra que é Cachoeiro e assim mostrar as belezas deste tesouro guardado em nosso pedaço do Brasil! Parabéns!

AUTORIA: Mário Garcia Aguiar







domingo, 1 de dezembro de 2013

 " O LUZEIRO ASSOMBRADO "




OBS:  Essa historinha só tem uns setenta anos  atrás. Vejam que desde a idade média até a setenta anos atrás o homem ficou estagnado e não inventou quase nada. 

     Há setenta anos passados mais ou menos, surgiu a energia nuclear, ondas e cores de T.V, comunicações para com longas distâncias , evoluções na área médica, como os transplantes e muitas outras. 
     Sendo assim vamos a historia!
    Passados setenta anos atrás, existia um fazendeiro, o qual era tratado como se fosse um coronel, nome que era dado aos fazendeiros de grandes propriedades e poder.  Sua fazenda era em um rincão muito afastado,no interior, onde ainda não havia muito conhecimento e poucas informações.
  Um belo dia, este fazendeiro viajou para a cidade mais próxima, a uns 300 km. A viagem era sempre muito difícil,devido as condições de transporte, sempre  a cavalo, passando por muitas matas e insetos até chegar ao seu destino final.  Ao chegar, fazia suas compras costumeiras, passando em uma loja dessas que havia nas pequenas cidades, que vendiam de tudo: das ferramentas para a lavoura até a fazenda de rouparias.                     Andando pela cidade, avistou uma bicicleta moderna,  toda incrementada. O fazendeiro ficou deslumbrado com o seu farol!  Foi até a loja e  o vendedor apresentou as novidades da tal  bicicleta: ao pedalar ela ascendia o o farol. O vendedor mostrou uma  peça adaptada, presa a roda, e explicou ao fazendeiro que a peça ao girar, transformaria a energia mecânica em energia elétrica e dessa forma acenderia o farol. O fazendeiro entusiasmado falou:
  -  Esse pessoal é danado de tanta inteligência! - Não tem mais nada o que inventar! E no tom mais alto continuou: 
- Não precisa argumentar mais nada! Vou levar para o meu filho essa bicicleta de presente!
E assim se ajeitou na garupa de seu cavalo e voltou para casa todo eufórico com a novidade.
Chegando,  foi logo gritando:
  -  Filho, venha ver o que o pai trouxe de presente pra você!  O menino foi correndo ver o seu presente, e o pai falou: 
  - Essa bicicleta tem uma novidade que agora será seu cavalo!  - Quando terminar seu trabalho, já escurecendo e ir  visitar sua namorada, ela iluminará seu caminho e substituirá os cavalos, que sempre tropeçam nos caminhos escuros.
  Seu filho ficou de boca aberta entusiasmado com seu presente e assim começou sua rotina: terminava seus afazeres na roça, e quando já havia escurecido tomava seu banho, jantava e em seguida montava em sua bicicleta e lá se ia a casa de sua namorada. No caminho, passava por várias aldeias com casebres de pessoas humildes e sem conhecimentos das atualizações do mundo. E assim pelos caminhos escuros, quase um "breu",  só aparecia o luminar do farol de sua bicicleta. E quando se aproximava daqueles barracos, na beira do caminho,  todos fechavam as portas e gritavam de medo: 
  - Esta passando o fantasma da luz!  Apagavam as lamparinas, e ficavam olhando nas gretas das portas, mas só enxergavam o farol da bicicleta. Rezavam e esperavam o menino desaparecer nas curvas. 
  No dia seguinte os vizinhos mais distante perguntavam uns para os outros: 
- Vocês viram passar o fantasma da luz?  E alguns respondiam:
     - Cruz em credo! Vimos e fechamos as portas. Algumas outras pessoas comentavam que  não haviam visto e nem queriam ver. E esse foi o comentário das redondezas  por muito e muito tempo.
Até que um dia, um valentão falou: 
  - Vou pegar este fantasma hoje quando passar! E então se armou e ficou esperando o fantasma passar a noitinha. Quando o filho do fazendeiro ia se aproximando com o farol, se assustou e acabou caindo da bicicleta. O homem corajoso saiu correndo, se escondeu atrás de uma moita com seu facho de fogo e  de uma certa distância escutava os gemidos de dor do ciclista.  Assim, o "corajoso" criou coragem e foi devagarinho se  aproximando e quando viu o rapariga caído  perguntou gaguejando:
  -  Você é um fantasma? E o rapaz respondeu:  - Fantasma que nada! Sou filho do coronel! - Olha o que você me aprontou! - Venha aqui e me ajude agora.
  O homem corajoso ficou com medo de ter aprontado com o filho do coronel, que era muito famoso e respeitado por aquelas bandas. Levantou o menino, pediu perdão, e explicou que todos ali pensavam que ele era um fantasma. E assim contou para todos da redondezas o acontecido e explicou que o falso fantasma era o filho do coronel com sua bicicleta moderna. Para aquele povo,  naquela época, essa bicicleta era novidade!

AUTORIA: Mário Garcia Aguiar