Histórias do Vovô Mario

Histórias do Vovô Mario

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Brincadeiras de um tempo que não volta mais

                                     Brincadeiras de um tempo que não volta mais




Essa história será mais uma das lembranças de um tempo que não volta mais, como  estas canções do meu tempo e dos saudosos compositores que já se foram e também de composições que não existem mais!
Ouçam estas músicas interpretadas e cantadas pelo saudoso Jorge Veiga (Fenômeno) no Youtube e relembrem as que eu vou descrever abaixo:

"O cravo brigou com a rosa
A rosa do meu jardim
O cravo ficou zangado
E a rosa pois a chorar…"

(mais outra)

"Toc, toc ,toc!!! 
Quem bate ai?
Toc, toc ,toc!!!
Mamãe é o cego que vem lhe pedir
Vai Helena bem devagarinho
Buscar pão e vinho para o ceguinho
Eu não quero seu pão e nem o seu vinho
Só quero que Helena me ensine o caminho
Vai Helena bem devagarinho
Ensinar o  cego onde é o caminho
Está aqui seu cego, está aqui o caminho
Caminhai Helena só mais um pouquinho
Eu não sou cego e nem quero ser, 
Me fingir de cego pra roubar você
Adeus minha casa, adeus meu jardim
Adeus minha mãe que foi falsa pra mim!"

(mais outra)

"Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar
Vamos dar a meia volta
Volta e meia, vamos dar
O anel que tu me deste
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou
Por isso dona Juliana
Entra dentro desta roda
Diga um verso bem bonito
Roga a Deus, e vai se embora!"

E ainda muitas outras músicas as quais não me lembro e também brincadeiras inocentes que foram esquecidas!!!!!!!
O mundo cresceu vertiginosamente como uma criança que se tornara adulta e assim perdera a graça e a inocência daquele tempo.
Vou contar uma de nossas brincadeiras: Pique de esconder! Como de costume, quando não tinha outra brincadeira, passamos por alguns tempos viciados em brincar dessa brincadeira. Reuníamos a turminha e começávamos a farra. Ficava uma pessoa no pique, pagando por ter sido o sorteado, e assim tinha que ficar com os olhos vendados, apoiado em um poste e contava até até 100  para dar tempo de correr e a a nossa turma se esconder. Quando terminava a contagem, sempre em voz alta, a pessoa gritava: 
- Lá vou eu!!! E saia correndo a nossa procura. 
Quando encontrava alguém,  este seria o próximo a ficar no pique. Era muito divertido! 
Mas em uma de nossas "traquinagens" de uma pequena maldade ou inocência, inventamos de fazer uma brincadeira, ao meu ver  de mal gosto, mais que era muito mais divertido do que maliciosa!
Naquele tempo, ainda em nossas casas, o assoalho era confeccionado de tábuas e ficava entre elas uma pequena abertura. A nossa alegria era ficar escondido em baixo destes assoalhos das casas, e ficar olhando por estas "gretinhas" as calcinhas da mulherada que passava e quando a "gretinha" era pequena demais,  tinha briga para saber de quem era a vez de olhar e ficávamos com medo de alguém escutar a gritaria! Naquela época as calcinhas eram de um modelo parecidas com as cuecas de hoje, chamadas de "ceroula, e não como os biquínis usados atualmente. Mas mesmo assim, nos deliciávamos!
Aconteceu que certo dia, escondemos em baixo de uma casa, que era de um da turminha e um deles, bravo falou: 
- Não olhem, senão minha mãe pode passar por ai e não quero que vocês vejam a calcinha dela, porque se assim proceder vou contar pro meu pai! E assim respeitamos. 
Mas ainda assim não existia a tal da malícia de hoje, fazíamos por farra e inocência!
Será isso mesmo?? Bom, vou parar por aqui!
Ainda existiam outras brincadeiras, como a CARNIÇA! 
Essa era terrível!! A pessoa que tivesse na carniça, tinha que ficar com as mãos nos joelhos, agachado, e em seguida vinha um da fila que se formava, pulava e passava por baixo de suas pernas abertas. Quem fosse preso ao passar na ratoeira seria o próximo a ficar na carniça.
E ainda me lembro de muitas outras  brincadeiras sadias: pular cordas, amarelinha, cobra cega dentre outras.
Tempo bom que não volta mais! Hoje as crianças cresceram com essa tecnologia da INTERNET e não brincam mais na rua uns com os outros! Que pena!!!!!!!!!!!!

Cantigas de roda para ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=xstqgw4AEfo


Autoria: Mário Garcia Aguiar





     

   





     

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A HISTORIA DAS CAVEIRAS


                                           A HISTORIA DAS CAVEIRAS



OBS: O amor verdadeiro não se apaga, vive eternamente!!

Havia um casal que se amava loucamente, e tinham a preocupação do amor não acabar  após a morte.
E pensando nesse fato, construíram um lapide e fizeram um testamento que dizia para serem enterrados juntos, para que dessa forma, vivessem eternamente, como aconteceu na história de Romeu e Julieta, onde ao
presenciar seu amado morto a mesma, tomeou um punhal sobre seu peito e veio a falecer sobre o cadaver de seu amado.


Depois que os personagem de minha história morreram, suas caveiras resolveram passear pelo cemitério, sempre à meia noite. Se abraçavam e se beijavam, jurando amor eterno.
Sempre que as caveiras se beijavam, próximo a uma figueira, existia uma coruja que batia as asas , pedia "bis" e cantava para os dois.
O coveiro desse cemitério que era apaixonado pela mulher caveira, quando ela ainda era viva, morria de ciúme ao presenciar aquela cena, e um certo dia resolveu tirar a própria vida, virar caveira e assim em sua ultima tentativa, tentar conquistá-la, dizendo que se matou por amor.


Porém com o tempo, os dois apaixonados começaram a se deteriorar,  caindo-lhe os braços, as pernas e o seus corpos começaram a desmanchar, virando pó,  restando-lhe apenas os crânios. E então, aproximaram-se um do outro, e muito tristes  travaram seus dentese num beijo apaixonado se trancaram para sempre.

E o coveiro quando virou caveira, encontrou os dois crânios agarrados um ao outro, com seus dentes cravados do ultimo beijo. E assim, sempre que o relógio marcava meia noite, ele passeava carregando aqueles crânios agarrados pelo cemitério, triste e desolado. Até que ao virar pó subiu para o infinito com sua alma, e lá Deus fez como um milagre uma outra alma gêmea igual de sua paixão na Terra e assim passou a vagar com ela para a eternidade feliz e realizado!



Trilha sonora da história: http://www.vagalume.com.br/alvarenga-e-ranchinho/romance-de-uma-caveira.html

Autor: Mário Garcia Aguiar