Histórias do Vovô Mario

Histórias do Vovô Mario

terça-feira, 26 de novembro de 2013

" O Cajado de Moisés"

  " O Cajado de Moisés"



OBS: Nas minhas historinhas estou nelas mudando variações de contos para não ficar batendo em uma só tecla, e assim tentando agradar a gregos e troianos, de crianças a adultos de até, mais 100 anos. Então vamos lá!

     Varias religiões trazem seus adeptos a bater em nossas portas mostrando mensagens da bíblia, tentando nos trazer as palavras de Deus, as quais eu admiro muito. As vezes batem em nossa porta, suados do sol escaldante com suas documentarias roupas, de terno escuro, para nos mostrar uma de  suas melhores apresentações e assim recebe-los.
  Mas acontece que nós, gananciosos, acabamos por bater a porta em sua presença, acompanhados de pensamentos maldosos: Lá vem esses chatos com as suas baboseiras!  Eu também, no meu interior,  pensava assim, mas os recebia com respeito. Em algumas vezes, traziam seus para os educando  na aceitação da palavra de Deus.

     Agora vamos a história, porque senão também alguns vão desviar a leitura e pensar: Este é mais um chato" que vem bater em minha porta!

  Era uma vez (assim como em meu comentário acima vai começar minha historinha)  um menino chamado Angelo. Ele saia em companhia de seu pai para pregação de porta em porta das palavras de Deus. Subia e descia  morro caminhando com sua bíblia em baixo do braço. Caminhava o dia todo, chegando tarde em casa, cansados.
Angelo sentava no seu cantinho, com sua jantinha em mãos. Saboreava aquilo em frações de minutos.
  No dia seguinte já de pé, saia em companhia de seu pai. E assim aconteceu essa rotina por muitos dias, sempre acompanhado de seu pai. Em um desses dias, a pregação era sobre a passagem de Moisés com seu cajado batendo num rochedo e fazendo brotar água para matar a cede dos seus seguidores.
  Muito compenetrado com a pregação do pai,  ficou impressionado e maravilhado com aqueles dizeres e ao chegar em casa sentou  e perguntou:
      -  Pai, onde estará este cajado de Moisés?  Ele foi pro céu mas não deve ter levado este cajado, e assim deve esta em algum canto deste mundo! Será que ele é ser milagroso?
E o pai respondeu: : 
- Filho, isso se passou a tanto tempo que este cajado já foi extinto da face da terra! E Angelo retrucou:
- Pai, milagres não se extinguem da face da terra, como nas palavras da bíblia que o senhor prega. Este cajado ainda deve existir em algum lugar! 
  O pai acostumado com tantas pregações deu razão a Angelo, foram dormir. O filho não tirava de seus pensamentos o cajado do Moisés. Mal conseguia dormir pensando: Este cajado ainda deve existir em algum lugar, não poderia deixar de existir como muitos milagres acontecidos! E continuava pensando : Ahh se eu achasse este cajado!  Iria fazer muitos milagres, inclusive inserir Deus  na vida dessas pessoas que meu pai prega e que não querem ouvi-lo.
Angelo acordou no outro dia e não tirava de seus pensamentos o tal cajado de Moisés.  Em um  erto dia ele chamou seu pai e falou: 
  - Meu pai, estou cansado de tentar convencer as pessoas as quais não querem te ouvir em seus ensinamentos. E o pai falou: 
  - É uma pena meu filho!  Sua companhia me ajuda tanto! Mas faça aquilo que achar melhor, tem  livre escolha na sua vida.
    No outro dia quando seu pai acordou foi ao quarto de Angelo e encontrou sua cama vazia, com uma mensagem:
     - Pai, não se preocupe, estou indo a procura do cajado de Moisés!
     Lendo aquela mensagem, o pai saiu a procura de seu filho e não mais o encontrou. Ficou muito triste e arrependido em tentar levar seu filho em suas companhia de costume.     Assim, os dias foram passando e o menino Angelo seguia pelas estradas, trabalhando em paradas, em algumas fazendas, tentando juntar dinheiro para sua jornada. 
  Dessa forma, foi juntando uma boa reserva de dinheiro e partiu de avião para seu destino,  Egito, país da época do renascimento antigo do testamento de Deus. Chegando lá, continuou sua caminhada, procurando saber por onde Moisés caminhou. Algumas pessoas achavam que ele estava louco. 
  Suas economias estavam se acabando, e ele não conseguia se comunicar direito com as pessoas porque não tinha domínio da língua, e consequentemente não conseguia emprego. 
  Passou assim a mendigar pelas as estradas já com roupas batidas e mal cuidadas . Virou mendigo, passando fome, sofrendo muito. 
  Estava aproximando o natal e ele lembrava de sua casa com muita saudade, da festa em sua igreja e da fartura de tudo. Deitou embaixo de uma árvore e ali adormeceu de fome. Acordou, e não sabia se era miragem ou alucinação. Olhou para a luz de um poste e no reflexo começou a formar uma figura humana. Esfregou os olhos, e viu que figura ia se formando até aparecer um ancião de cabelos longos e grisalhos com um pau na mão. A imagem se aproximou de Angelo e falou: 
  - Aqui está o que tanto procuras! Meu cajado!
Angelo quase não acreditou no que via, e foi chegando perto da visão, colocou a mão no cajado e sentiu que realmente era verdade. A imagem foi se dispersando e uma voz falou:
  - A fé remove montanhas!
A imagem foi desaparecendo até sumir. Angelo ficou segurando o cajado, deslumbrado da sua realização atendida. E assim por milagre, saiu pelo mundo a fora, pregando e curando enfermos, viciados em drogas, corruptos, ladrões e muito dos males dos homens.

Recebam estas visitas de cajados em sua casa, pois serás ao menos amenizados de seus sofrimentos! Não se importem com o linguajar e interpretações os quais não concorda, pois é apenas a palavra "Deus!


AUTORIA: Mário Garcia Aguiar

O PESCADOR E SEU BARCO

O PESCADOR E SEU BARCO 




OBS: Solidão: Na vida, as vezes, a gente se apega a algum bem material, que conseguimos adquirir com muita dificuldade e assim o valorizamos ainda mais!


       Era uma vez um agricultor, que vivia num casebre muito pobre. Ele tinha uma pequena leva de terras, e com muita dificuldade tirava seu sustento para  sobreviver. E assim ia vivendo. 
Mas seu sonho  era ter um barco e virar pescador como tantos outros que viviam em suas pescarias. Levantava cedo, ia para  beira mar e lá ajudava os pescadores no arrastão das redes, e assim sonhava de um dia ser um deles. Depois de sua apreciação em ajudar os pescadores e matar seu desejo, ia para sua roça cuidar de suas plantações e alimentar uma meia dúzia de gado que possuía.
Ele ainda tinha um bote que usava quando saia para pescar. Era um bote velho improvisado que construiu. Mas era com ele que satisfazia um pouco seus desejos! 
Sua vontade era tão grande que as vezes passava em uma fábrica de barcos e ficava horas ali observando como eram construídos. Certa vez, ele sonhou que estava construindo um barco, e quando acordou no dia seguinte, ficou com aquele sonho em sua cabeça, e assim resolveu construir seu barco de pesca! Passou a plantar mais em suas lavouras e com muito trabalho começou a juntar dinheiro. Quando tinha uma folga, ia para a fabrica de barcos e ficava observando como eram confeccionados. 
Em um certo dia, o proprietário da fábrica o convidou para trabalhar com eles. E assim, neste seu novo emprego foi se aperfeiçoando!
O dono da fabrica se encantou pela perfeição de seu trabalho, e sabendo de seu desejo de possuir um barco, ofereceu as sobras de madeira da fábrica. Assim, com esta ajuda, começou a construir seu tão sonhado barco! O  material era muito caro e por isso tinha dificuldades na sua aquisição. Mas continuava seu desejo. 
Um certo dia, já com o barco armado, só faltando o acabamento, uma de suas vacas, por ciúmes por ele deixar de zelar por ela, ia em seu barco a coçar e de vez em quando dava uns coices na armadura do barco. Quando ele via isso acontecer, parava o que estava fazendo e ia prende-la, pois tinha um ciúme enorme de sua construção! Levava horas e mais horas,  tarde da noite trabalhando, lixando com muito carinho seu empreendimento.
No dia seguinte, soltava as vacas no pasto, e lá vinha a vaquinha roçar em seu barco novamente. Então, ele  resolveu vender alguns gados para ajudar no término da construção, pois não restava outra solução. Com a venda dos animais,  ele acabou de construir seu sonho! Os pescadores ficaram com inveja de tão lindo que barco ficou, pois nenhum deles tinha um igual. Só faltava colocar o nome do barco. Os pescadores sugeriram colocar seu apelido, pois já era conhecido de todos:  "Solidão" e assim ele aceitou a idéia. 
De agricultor virou pescador. Saia com seu barco para a pesca e nenhum outro pescador trazia tantos peixes como ele, porque com seu barco, parecendo um valente guerreiro, enfrentava tempestades e vendavais, cortando as ondas gigantes e assim vencia  a fúria do mar. 
Dessa forma, com o seu sucesso na pescaria,  foi adquirindo muitas posses na colônia de pescadores. Porém, ainda faltava uma companheira fiel, para dar fim em sua solidão e ficar apenas o barco como sua alcunha!
Certa vez,  conheceu uma moça, também filha de um pescador amigo, e acabaram se gostando e casando. Foram  muito felizes! Ganhou um presente de seu amor: um filho, um robusto menino para aumentar sua alegria e felicidade!
    Ele continuou com suas pescarias, enfrentando os mares com seus perigos. Pescava só, pois achava que ninguém poderia pisar em seu barco, pois só ele conhecia. 
E assim foi crescendo seu patrimônios, porém não largava suas pescas. Até já com certa idade, com seu filho já grande, em uma bela manhã saiu para a pescaria. Ao entardecer, o tempo começou a fechar, ameaçando um tempestade raios, cortando o céu com trovões. Mas já acostumado a enfrentar tudo isso,  ele não se preocupou. \
Com seu barco valente e guerreiro, gritava: 
- Aguenta Solidãoooooo! - Essa tempestade nunca tivemos igual!
E dessa forma foi se aproximando de uma ilha rochosa. De repente, o solidão esbarrou em uma  pedra  e o pescador foi arremessado de cabeça. O barco começou a bater nas pedras, e o pobre do pescador sumiu nas ondas. Foi uma cena triste! Com a demora de voltar para casa, sua esposa ficou preocupada e pediu seu colegas para ir a sua procura. E então os pescadores partiram em busca do pecador solitário. Velejaram o dia todo, até que ao entardecer avistaram o barco "Solidão" todo danificado. Levaram o barco de volta a terra e muito triste voltaram de sua missão sem saber como contar a esposa sobre o acontecido. Sua esposa encontrava-se esperançosa, a beira mar. Ao tomar o relato dos pescadores, caiu desmaiada na praia. Foi uma cena muito triste. 
Apesar de seu sofrimento com a falta de seu amado companheiro, o tempo foi passando. O barco "Solidão" foi reformado por um pescador esperto, ficando novinho novamente! Esse pescador amarrou o " Solidão" no ancoradouro e esperou eufórico o amanhecer para estrear suas pescarias. Porém, quando acordou, foi ao ancoradouro e não viu o barco. Olhou para todo alto mar e não avistava nada.                                                           Surpreso e apavorado correu para anunciar o acontecido aos seus colegas comentando: 
- Pessoal, amarrei bem este barco, o mar está calmo, o barco não poderia ter saído sozinho. E então um de seus amigos gozador falou : 
- Foi o pescador "Solidão" que veio buscar o barco que você tomou dele! Muito nervoso, ele gritou:                          
     - Parem de brincar com uma coisa tão séria! - Reformei este barco que agora é meu! 
E o pescador gozador retrucou: 
- Você apenas colocou umas tábuas de  madeira nele, pois este barco é muito forte e pouco teve que reformar!
      Depois desta discussão, resolveram ir a procura do barco "Solidão". Velejaram por muitas horas e já cansados voltaram para casa. E assim por algum tempo, de idas e vindas a procura do barco, avistaram o barco "Solidão". Mas aconteceu que quando iam chegando perto, não entendiam como o barco acelerava e se distanciava deles, até sumir. Apavorados com aquele acontecimento, o pescador gozador comentou: 
- Não disse que isto é coisa do pescador "Solidão"???
E então todos acreditaram e falaram:
- Este barco é de um fantasma! Hooooooo!!!! 
Passaram alguns dias,  e um dos pescadores em sua missão de pescaria, após outra tempestade, foi içado ao mar e não voltou mais. Foi procurado, mas sem sucesso de encontrá-lo. No dia seguinte, alguns pescadores avistaram uma pessoa caída na praia e lá foram ver quem era. Ao se aproximarem, constataram que era o tal pescado desaparecido. E então questionaram como havia chegado a salvo.     Ele apontou para o mar e falou: 
- Foi o barco "Solidão" que apareceu e assim vim nele parar aqui. - Vejam ele ali! Mas ninguém viu nada e deduziram que o pescador desaparecido estava delirando.  
No outro dia,  recuperado, insistia que sua história de seu salvamento era verdade. Depois deste acontecimento todos acabaram acreditando. 
O assunto na colônia de pescadores era de que o "Solidão havia virado um fantasma! E assim, quando em suas pescarias avistavam o barco "Solidão", voltavam para casa. Nenhum deles ousava chegar perto. 
A  família do pescador "Solidão",  ficou desamparada. Toda a herança que o pescador havia deixando foi se acabando. Acabaram passando até fome por não ter o que comer. Triste com esta situação, seu filho, já rapaz, foi para a beira mar sentou e começou a chorar, olhando para o horizonte e lembrando de quando seu pai era vivo.
De repente, avistou um barco vindo em direção e não via ninguém em seu comando. Ele se levantou e deu um grito:
- É o barco de meu pai, o "Solidão"!!!  O rapaz, saiu correndo para sua casa, e ao encontrar sua mãe gritou: 
- Mamãe papai voltou!!!! 
Ela, muito assustada, foi puxada pelas mãos do filho até a beira da praia e ao chegarem, lá estava o "Solidão".  Felizes com aquele acontecimento, o garoto comentou: 
- Agora mãe, lhe prometo que não faltará mais nada em nossas vidas, pois vou pescar com o nosso barco!

E  finalmente, essa história termina com o filho do pescador fazendo mais sucesso do que seu pai e se tornando  o pescador mais rico daquela colônia!


AUTORIA: Mário Garcia Aguiar

domingo, 24 de novembro de 2013

O PRÍNCIPE E A PLEBÉIA

O PRÍNCIPE E A PLEBÉIA 



Era uma vez um rei orgulhoso por ter um filho homem, único e futuro herdeiro para o seu trono.  
Seu filho, o príncipe, nasceu em berço de ouro, com todas as regalias necessárias para sua compor sua educação, e dessa forma receber no futuro a herança de seu pai, o rei. Porém, desde criança o principezinho não se sentia bem em ser tratado dessa forma. Tinha sete anos quando fugia de seu castelo e ia para rua brincar com as crianças mais humildes e filhos de pescadores.                                 
Em uma dessas suas idas conheceu uma menina, que parecia uma índia e a apelidou de “moreninha” por esse motivo. Ela era filha de um pescador humilde, e com o passar dos dias o príncipe, acabou se encantando pela sua beleza e simpatia.                                                    
O rei, desconfiado dos sumiços de seu filho, ordenou que militantes o seguissem, para saber onde seu filho passava o dia. E então, no dia seguinte, lá se foram seus seguidores. Escondidos, observaram que o principezinho entrou em uma área de pescadores, saiu acompanhado de uma menininha, que era a “moreninha” e logo em seguida se dirigiu pelas redondezas, reunindo-se com mais uma turma de garotos, onde jogavam futebol. E assim, de longe, os soldados subordinados ao rei, apreciavam tudo. Quando o príncipe fazia um gol ele corria para dar um beijinho no rosto da “moreninha”. Quando acabava a “pelada”, eles iam de mãos dadas para a tapera de seus pais. Chegando lá, o pai da indiazinha, que também gostava muito do príncipe mesmo sem saber quem ele era, o recebia com muito entusiasmo e com uma peixada maravilhosa!  
O príncipe escondia sua identidade com receio de que eles ficassem com medo e não quisesse mais sua amizade. Ele sentava em uma pequena mesa e deliciava-se com a moqueca! Após o jantar, o príncipe avisou que precisava ir correndo para sua casa, pois seu pai já havia chegado do trabalho. Despediu-se de todos e foi embora.  
O príncipe chegou ao seu castelo todo suado e logo correu para tomar banho e se arrumar, pra não dar “na pinta” sua fuga. No dia seguinte, o Rei chamou seus soldados para saber o que haviam descoberto. Eles relataram tudo o que havia acontecido inclusive a paixão de seu filho pela “moreninha”. 
O Rei ficou furioso, gritou e esbravejou:  
Criei este meu único filho para me suceder e ele vai se envolver logo com essa plebéia!!!  E continuou: 
- Amanhã vocês vão lá, peguem esta menina, levem para o alto mar e jogue-a para os tubarões!  E assim foi feito. 
Quando a menina saia da escola em direção a sua casa, foi abordada pelos malvados soldados, ordenados pelo Rei, que a pegaram, e a levaram para um navio. E lá se foram carregando a “moreninha” para o alto mar. No caminho, todos se encantavam com sua beleza e simpatia , principalmente o capitão do navio. 
Ao chegar em alto mar, o capitão falou para a tripulação:                    -  Esta missão faço questão de eu mesmo realizar em agrado ao meu Rei!    E assim ordenou que pegassem a menina e a colocassem em um barco, pois iria levá-la em um lugar especial, cheio de tubarões famintos que iria logo dar um fim nela, mas  que não queria ninguém com ele. A tripulação cumpriu suas ordens e lá se foi o capitão com a moreninhaDesapareceram da vista de todos. No caminho, o capitão olhava para a Moreninha e cada vez mais se encantava por ela, pela sua inocência de não imaginar o que estava acontecendo. Ela colocava as mãozinhas na água e falava para o capitão:        Olhe! Quantos peixinhos lindos!! 
Já a certa distância do navio, o capitão avistou uma ilha e logo pensou: - Vou deixar esta menina aqui nesta ilha e assim dizer que a joguei aos tubarões, pois não tenho coragem de fazer isso com uma menina tão linda e inocente. E então ancorou seu barco na ilha e muito emocionado falou pra Moreninha:  
Fique aqui, pois tenho  que ir embora. Se cuide! Essa ilha é muito bela, mas também muito perigosaE assim, com lágrimas nos olhos deixou na praia e retornou ao navio.  
Ao chegar, todos vieram curiosos querendo saber como tinha sido. O capitão relatou que a cena foi horrível: - Os tubarões desfacelaram pobre menina. Como ainda estava emocionado, por ter deixado a linda garotinha na ilha, todos abaixaram a cabeça e acreditaram no que havia contadoEm seguida, com a missão cumprida retornaram ao palácio do Rei.  
Chegando lá, o Rei disse para o capitão que iria o promovê-lo desde que nunca revelasse o que havia acontecido.  
No dia seguinte, o príncipe retornou a casa de “moreninha e ao chegar encontrou seus pais em uma profunda tristeza, que vieram chorando ao seu encontro e relatando o acontecimento. Ele abaixou a cabeçinha em lágrimas, abraçou o pescador e disse: 
- Isso não vai ficar assim! Vou ver o que aconteceu e trazer a moreninha de volta aos seus braços. assim partiu desesperado em direção ao palácio. Chegando lá, foi direto ao encontro de seu pai e gritou:  
- O que esses seus bandidos fizeram com a menina? O Rei com frieza contou:  
- Eu ordenei aos meus soldados para que trouxessem a menininha aqui ao palácio, para eu conhecê-la e oferecer uma boa educação pra ela, pois futuramente iria ser uma princesa, mas a menina acabou fugindo e eu não sei mais sobre seu paradeiro. 
príncipe engoliu seco, sem acreditar no que seu pai havia contado. Aborrecido, sentou em cantinho e chorou muito. E assim foi passando o tempo e ele nunca deixava de ir ao encontro do pescador, que  passou a gostar dele como um filho.  
O príncipe continuou em seu palácio se educando estudando engenharia civil, mas sempre muito calado e triste. Ele não conseguia esquecer “moreninha”. Os anos se passaram e o principezinho cresceu e continuou sendo muito amigo do pescador, pai de “moreninha” 
Como de rotina, os outros Reis levavam suas filhas ao palácio para arrumar um casamento com o príncipe, mas ele não queria saber de nenhuma delas.  
Um belo dia, o príncipe resolveu abandonar tudo, inclusive  a herança do trono e partiu para a casa do seu amigo pescador. Chegando lá, pediu para morar com ele e inventou que seus pais haviam morrido. O pescador o abraçou e falou: 
 Viver aqui comigo será uma felicidade, sinto assim a volta de minha filha! E o príncipe respondeu 
- Vou morar e pescar com você e não faltará mais nada para sermos felizes! E assim ficou por lá.  
O Rei sabendo do acontecido ficou muito triste e doente, devido à fuga de seu único filho e herdeiro de seu trono e ordenou que seus súditos chamassem seu filho para lhe fazer uma revelação. Ao chegar no palácio, soube que seu pai estava nas últimas. E assim resolveu ouvi-lo.  
Deitado em uma cama, o Rei falou que precisava revelar um segredo para o filho e começou a falar 
- Meu filho, quero que em primeiro lugar te pedir perdão. Você tornou-se um homem triste e infeliz depois do desaparecimento de sua amiguinha. Por isso, vou revelar-te  aconteceu que realmente aconteceu com ela. Ordenei ao capitão que a levasse para alto mar, e a jogasse aos tubarões.  
Ao ouvir o relato de seu pai, o príncipe levantou-se e saiu correndo a procura do tal capitão. E chegando a seu quartel, furioso começou a esbravejar querendo saber o que teria feito com a sua “moreninha”. capitão falou que havia prometido ao seu pai nunca contar a ninguém esse fato. Porém, como rei havia revelado o segredo, ele acabou falando a verdade de que não teve coragem de jogá-la aos tubarões, e que havia deixado-a em uma ilha deserta, e que tinha voltado lá, na esperança de encontrá-la, sem sucesso.  
Ouvindo o relato do capitão, o príncipe saiu desesperado, correndo para casa do pescador. Chegando lá, quase sem falacontou o que havia descoberto e partiram em direção a tal ilha. Velejaram o dia todo. Procuraram a menininha, que hoje, já deveria ser uma mulher, em várias ilhas. E assim permaneceram na procura por vários dias. 
 Em um desses dias, pegaram uma tempestade terrível e barco ficou a deriva. Cansados, acabaram adormecendo. Quando amanheceu, o barco estava ancorado e ninguém entendia como haviam parado naquela ilha. Então, desceram na ilha e procuraram abrigo. Andaram por várias horas, e em alguns momentos sentiam a mata da praia mexer. Assustados, foram ver o que era. Ao se aproximarem, acabaram sendo cercados pelos índios, que os amarraram. O pescador e o príncipe foram levados para o cacique da tribo, que ordenou, em sua linguagem:                                                                     - Levem-nos a cabana, que amanhã resolvo que farei com eles.                   
À noite, o cacique reuniu com seus índios conselheiros, para decidirem o destino dos dois coitados. Essas reuniões eram festivas, com danças em rodas, e muita bebida, que os deixavam meio alucinados. De repente, apareceu uma linda índia no meio da festa, que erquem preparava os drinks. 
Lá pelas tantas horas da madrugada, os índios adormeceram. Na mesma hora, essa indiazinha, correu e foi desamarrar os prisioneiros. Ao chegar à cabana disse:                                                                               Vão embora logo, pois os índios estão todos dormindo agora. E assim, quando estavam fugindo, o príncipe falou:                                                     - Vamos com a gente, porque senão vão descobrir que você nos ajudou e não sabemos qual será o seu castigo.  
Com muito custo convenceram a indiazinha a ir embora com eles. Pegaram o barco e partiram. príncipe não tirava os olhos da índia, lembrando de sua moreninha. E assim, aproximou-se dela, percebeu que ela falava algumas palavras de sua língua. E então perguntou de onde havia aprendido falar seu idioma. Meio confusa ela falou:                                      - Quando eu era muito pequena, uns homens malvados me pegaram para me jogar aos tubarões, porém, um deles, ficou com pena, e me deixou aqui nesta ilha.  Sem deixá-la terminar sua história, o príncipe se atirou em seus braços gritando: "Moreninhaaaaa"!!!!!!  
Seu pai correu para abraçá-la! E então, a volta foi uma felicidade e alegria para os três! índia também reconheceu seu pai e o seu  príncipe. Chegaram ao desembarque em festa e  “moreninha” saiu correndo ao encontro de sua mãe.  
Ao chegarem, o Capitão se aproximou do príncipe e ajoelhado falou que seu pai havia morrido, e que agora ele seria o novo Rei.  
E assim, o príncipe, agora rei, foi para o castelo, com sua moreninha e seus pais. Casaram-se e fizeram um reinado maravilhoso para os pobres pescadores e a todos.  
Fim (Quem quiser que conte outra)!!! 

AUTORIA: Mário Garcia Aguiar