Histórias do Vovô Mario

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terça-feira, 12 de novembro de 2013

buck jones x tenerá

BUCK JONES X TENERÁ

  
OBS: Esta história é verdadeira. Coloquei um pouco de fantasia, devido aos tempos passados, onde algumas passagens foram esquecidas, mas a maior parte é verídica! Personagens lendários aparecem em nossas cidades, não sabemos, às vezes, de onde vem, talvez seja para nos mostrar neste mundo a distorção em que vivemos, egoistamente sem perceber os nossos semelhantes e suas carências.


Em Cachoeiro de Itapemirim, há tempos passados, apareceu dois destes personagens: um deles foi apelidado de "Buck Jones”, pois usava um chapéu com abas grandes, semelhante ao do cinema antigo, herói dos faroestes.
Este personagem de minha história, tinha a maior bronca quando a molecada nas ruas gritavam “Buck Jones”. Era motivo de ficar furioso com sua alcunha, e corria a traz de quem gritava seu apelido, querendo pegá-los. Buck Jones”, naquele tempo de Cachoeiro, ainda quando não existia o gás de cozinha, vivia pelas ruas, com um machado amolado, para uso de quem solicitava rachar lenhas para ser utilizadas nos fogões. Era dessa forma que ele conseguia sobreviver.
Agora entra a outro personagem na história: “Tenerá” o inimigo número um do “Buck Jones”. A biografia do “Tenerá” era a seguinte: dizem que ele apareceu de um circo que passou por Cachoeiro, onde não se sabe se ele abandonou o trabalho ou se foi despedido, motivado por uma paixão de um cachorro, devido a uma grande amizade e amor por esse animal, o qual foi morto, talvez por envenenamento de um dos malvados funcionário do circo.
Depois do fato ocorrido, ele ficou perambulando pela cidade, vivendo de propagandas de casas comerciais, principalmente das casas Pernambucanas, que o contratou e com sua corneta longa saia pelas ruas gritando:
 - Casas Pernambucanas, a mais barateira da cidade! - Veja seus preços, dá água na boca pra comprar!. E muitas outras “pérolas” de suas criações.
E a molecada ficava em sua sombra cantando e gritando: - “Tenerá” bico de pato, três vezes oito vinte e quatro!
Ele não ligava muito. Parava de vez em quando para apresentar seus cachorros adestrados por ele, onde os colocavam em fileiras e sentadinhos. Era uma graça! Chamava atenção de quem passava por ali. Os cachorros eram abandonados. Levava para sua morada, em um barracão que invadiu no bairro Independência de Cachoeiro (barracão onde era depósito de carros alegóricos) o qual a família Semprine fazia, para desfilar nos carnavais e depois ali abandonados. Vamos agora a cenas do "Buck Jones x Tenerá".
O “Buck Jones” cultivava um grande ódio pelo o “Tenerá” porque quando o “Tenerá avistava o “Buck Jones” de longe, pegava sua corneta e gritava:
 - “Buck Joooooones”. E assim ficava furioso de ser chamado dessa forma.
Em uma dessas vezes, eu e meu pai, Isaac, que tinha uma padaria na subida da Rua Dona Joana, em frente ao mercado Municipal de Cachoeiro, assistimos a esta cena: “Buck Jones” apareceu com seu machado no ombro e “Tenerá” quando o avistou, lá de baixo desta rua, gritou com sua corneta:
- "Buck Joooones"!            
O “Buck Jones” estava “batendo papo” com meu irmão Isaac Aguiar Junior, quando ouviu e viu o “Tenerá” gritando seu apelido. Furioso, pegou um machado, rodou no ar e atirou pra cima do “Tenerà”. O machado saiu riscando fogo pelas pedras marroadas do calçamento, daqueles tempos, e passou por perto do “Tenerá”, que por muito pouco não o atingiu.
E assim termina minha história! Peço que se alguém daqueles velhos tempos tiver destes personagens, mais alguma coisa a acrescentar, escrevam aqui no meu blog. Sei que será muito difícil devido ao tempo passado.
Consegui fotos do artista dos faroestes com seu chapelão, para mostrar na como eram os apelidados “Buck Jones” e Tenerá” reais, da crônica do Rubens Braga, escritor famoso que ficou perpetuado em Cachoeiro.
Obrigado por seus comentários e possíveis comentários sobre estes personagens desta historia!


AUTORIA: Mário Garcia Aguiar

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