Histórias do Vovô Mario

Histórias do Vovô Mario

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Adeus ao meu amigão RUKE

        Adeus ao meu amigão RUKE 

Como sabem de minha paixão por meus cachorros, vou escrever mais esta historinha, pois estou sentindo muita falta do meu eterno companheiro RUKE, que morreu há poucas semanas atrás.

O que é um amigo para você? Na minha concepção, amigo é aquele que oferece amor e carinho ao próximo sem pedir nada em troca, apenas esperando um momento de carência, para abanar seus rabinho, como um gesto de agradecimento e conforto por sua vida solitária.  E ainda, no escurecer do dia, ficam atentos as visitas mal desejadas, nos defendendo de quem se atreva entrar em nossa residência, para nos fazer mal.
Dessa forma, estou muito triste  por ter perdido meu amigão "RUKE", meu cachorro de estimação de muito anos, que morreu de uma doença mincurável.  Agora só resta suas lembranças!!
As vezes, pairamos em momentos de falência de sentimentos e consciência do amor dentro de nós que um animal como este possa nos oferecer! Influenciado por meus parentes, que sempre me aconselharam a desfazer dos meus cincos cachorros , justificando que eu já possuo idade avançada, e muitas preocupações.
Em um momento desses, resolvi "libertar" o Ruke , que também já estava com a idade bem avançada. Uma certa manhã, apareceu em minha porta um rapaz adolescente, montado em um cavalo, e se encantou pelo animal e questinou:
- Moço, o senhor não tem cachorro igual a este para me dar?
Então, em um momento de reflexão falei para ele levar o Ruke. E  o jovem entusiasmado, na mesma hora, pegou uma pequena corda, amarrou o Ruke e se foi feliz da vida!
Assistindo aquela cena,  fiquei arrependido. Depois do rapaz ter sumido de vista com meu cachorro, fiquei ainda mais triste quando olhava para o portão!
Fiquei o dia todo pensando nele e arrependido do momento de minha fraqueza. Quando anoiteceu,  não conseguia dormir, e fiquei acordado até de madrugada! Foi então, que  de repente, escutei latidos, que vinham do lado de fora  da casa e fui ver o que era! Inacreditavelmente, era MEU RUKE, no portão de casa! Que alegria!!!! Agora nunca mais ninguém leva meu cachorro, só quando chegar sua morte!
No dia seguinte, ainda bem cedo,  ouvi chamados no portão de casa. Era o rapazinho em seu cavalo, para buscar o Ruke de volta. Me contou que havia amarrado o animal no quintal de casa, mas que o mesmo havia fugido. Falei  para o menino, que depois do acontecido ninguém tiraria meu amigo mais de mim.  O  jovem abaixou a cabeça e sem falar mais nada, vi suas lágrimas caírem em seu rosto, e  dessa forma foi embora. Este fato, aconteceu há uns cinco anos atrás.
E no dia de hoje,  11 de abril de 2014, o meu companheiro de vida Ruke, foi levado para o Centro de Controle de ZOONOSES, a meu próprio pedido, pois estava sofrendo muito. Gemia a noite toda, defecava com muita dificuldade e urinava sangue. Ficava deitado quase o tempo todo, sem forças para levantar. Tentei todos os tratamentos possíveis, mas ele não melhorava. Nos últimos dias, já não caminhava  mais. Assim, percebi  que não tinha mais jeito, e com muita dor no coração,  liguei para a Zoonoses.
Quando a equipe chegou em minha casa,  me confortaram, falando que minha decisão foi a melhor possível, que dessa forma, estaria poupando o animal de mais sofrimento.  Me explicaram também, que dariam uma injeção letal, e que ele não iria sentir qualquer tipo de dor.
Com muito carinho, pegaram o bichinho e o levaram. Nesse momento, lembrei do dia em que o rapaz o levou, e que no outro dia havia voltado para mim! Mas que dessa vez não voltaria mais!
Porém, tenho certeza de que em outra vida encontrarei meu amigão, saudável  e feliz, para continuarmos nossas vidas juntos e com muita alegria!!

Vá em paz meu RUKE!!!!!!

Autor: Mário Garcia Aguiar
 

quinta-feira, 20 de março de 2014

  UNIVERSIDADE DA VIDA

                                                        UNIVERSIDADE DA VIDA



Meninos! Por que meninos?! Devido a nossa grande diferença de idade, e pelo fato de que já vivi experiências que eles ainda vão passar nessa nova "UNIVERSIDADE DA VIDA"!

Vamos lá! Vou atender ao pedido do meu neto e seus amigos em escrever uma historinha . 
Acabaram de completar sua primeira universidade, e agora? O que está em sua esperar na vida? TRABALHO! Acabou a moleza de curti  a noitada e paqueras! Será um ciclo de aventuras e conhecimentos novos lutando pelo o pão de cada dia!
Vou agora inventar uma história a qual talvez não seja bem vinda, mas será contada na melhor intenção e que sirva de exemplo para que não aconteça com algum de vocês, e que antes de isto acontecer lembrem-se deste "veio" que só quer o melhor para a vida de vocês!

Era uma vez um pai muito humilde, que possuía um amor muito grande por seu filho. Queria lhe proporcionar uma boa educação, para que em um futuro próximo, pudesse ter uma vida digna e não passar pelas dificuldades as quais enfrentou.

Era dono de uma pequena propriedade. Vivia de plantações, onde muitas vezes a seca  acabava com toda sua lavoura e mal tinha o que se alimentar e cuidar de sua família. Quando isso acontecia, ficava desesperado,  e muito preocupado em honrar com suas obrigações, principalmente em manter seu filho na universidade.
Mas aos trancos e barrancos, mantinha seu filho nos estudos,  para que ele não sintisse esse dificuldade pelo qual estava passando.
Porém, seu filho, ao em invés de estudar e dar valor ao sacrifício de seu pai em mantê-lo na faculdade, acabou se entregando ao vício das drogas e passou a dar problemas para seu pai.
A partir desse fato, seu pai ficou muito desgostoso da vida, sem animo de trabalhar  e acabou ficando doente. O filho, tomando conhecimento do que estava acontecendo com seu pai, acordou do pesadelo e passou a trabalhar em suas propriedades, assumindo todas as dívidas e com toda dificuldade se formou.
E foi a luta! Trabalhando e tirando grande proveito de seu conhecimento técnico que havia adquirido durante a faculdade!
Vou acabar esta pequena história,  desejando que saibam aproveitar tudo o que aprenderam durante todos esses anos de ensino para que alcancem o sucesso profissional!!
PARABÉNS A TODOS VOCÊS,  QUE DEUS OS ABENÇOEM E QUE NESTA NOVA UNIVERSIDADE DA VIDA SEJAM MUITO FELIZES!

Autor: Vô Mário

segunda-feira, 17 de março de 2014

O PEÃO DO SERTÃO

                                         
O PEÃO DO SERTÃO


Os valentões nem sempre com suas famas de valentes se dão bem nos finais das histórias
Nessa história vou falar sobre famosos valentes e suas arrogâncias invencíveis!


Um certo peão cavalgava pelos sertões visitando fazendas a procura de animais para dominar e amansar. Por sua fama de invencível era também muito solicitado e requisitado pelos fazendeiros quando tinham um cavalo ou burro indomável por outros peões.
Vamos contar as proezas deste valente peão: Ele viajava pelos caminhos árduos do sertão em seu cavalo alazão e em suas caminhadas ia cantando algumas canções: 

"Lá na minha fazenda tem um boi
 E este boi se chama Barnabé
Ele é apaixonado, pela minha linda vaca Salomé 
E ainda sobe  e desce o morro
Se babando pela minha vaca Salomé"

"…Oh! Suzana...
Não chores por mim...pois eu volto pro Alabama
Pra tocar meu banjo assim…"

E dessa maneira cavalgava a procura de algumas fazendas, as quais requisitavam sua tarefa de domador de animais bravos que outros peões não conseguiam dominar.
Quando ele chegava nos pequenos arraiais, todos os moradores tremiam de medo, porque quando chegava procurava um botequim para beber e arranjar confusão! Sempre armado, com seu revólver, atirava para o alto e se alguém se incomodava,  respondia com uma bala de seu trabuco. Mas apesar de sua rudez, era muito bem-vindo por aqueles fazendeiros que necessitava de seus serviços.
Em uma dessas suas andanças, o peão soube de um fazendeiro que possuía um burro que ninguém conseguia amansar e de que esse animal já havia matado duas pessoas. E assim tomando conhecimento da chegada em seu arraial, o fazendeiro perguntou ao peão se queria aventurar-se com o animal indomável, e que se caso obtivesse êxito, daria sua linda filha em troca. Porém disse que não se responsabilizaria com o que poderia acontecer, pois aquele animal era amaldiçoado. E então o peão valente respondeu:
- Ainda  não existe um animal que irá me derrotar!! Mesmo depois de morto! E assim foi para mais uma missão!

Chegando nas terras do fazendeiro, foi recebido com um belo almoço preparado por sua belíssima filha. O  peão ficou paralisado com a beleza da moça, apaixonando-se já no primeiro encontro. A bela menina também se encantou por aquele peão, que possuía um físico forte e era muito valente.
Depois de almoçarem, combinaram para o dia seguinte a luta contra o animal.  Todos os vizinhos foram convidados para assistir a apresentação!
O dia amanheceu, o galo cantara e lá vinham todos para assistir tamanha proeza! A população da redondeza estava curiosa, devido a fama do animal já ter matado dois peões!
O peão valente preparado com sua roupa característica dirigiu-se ao picadeiro, onde estava o burro amaldiçoado preso em uma corda dando coices ao vento. Ele ordenou para abrirem a porteira e foi entrando sem medo. O vizinhos todos aplaudiram e a mocinha prometida a ele pelo fazendeiro, estava eufórica, e gritava:
- Vamos lá peão! Coragem!! Estou a sua espera!
O homem ao chegar perto do burro benzeu-se e o animal ao perceber sua presença ficou ainda mais furioso e agitado. Diante disso o peão gritou:
- Bicho ruim, você vai sentir o peso da minha valentia e a força dos meus braços! E assim montou no animal e solicitou aos outros colegas que o desamarrassem.
E então o burro saiu a galope dando saltos incríveis, com o peão agarrado nele. Arrebentou a cerca e saiu correndo pelo campo e a galera atrás assistindo aquela fúria indomável do animal!
Os dois ficaram horas nessa luta feroz, até que chegando a beira de um precipício o burro deu aquela empacada e acabou arremessando o peão e ao cair  no buraco, o peão bateu com a cabeça em uma pedra vindo a falecer em seguida.
Os dias se passaram e a mocinha prometida  não parava de chorar sua morte. Em uma certa noite, ela acordou com sua janela abrindo acompanhada de uma ventania. Levantou-se e começou a escutar no picadeiro, um barulho muito forte e percebeu que era o burro amaldiçoado dando saltos no ar e se debatendo contra a cerca. Os vizinhos  também escutaram a barulhada e foram ver o que estava acontecendo com o tal burro. Até que o fazendeiro gritou para todos que era o peão valente que veio cumprir o que havia prometido.
E assim o burro caiu no pasto e lá ficou até o dia seguinte. Depois deste acontecimento, o burro amaldiçoado tornou-se muito dócil e um lindo animal.
E por fim, o fazendeiro presenteou o animal a sua filha, que o apelidou de "Meu peão querido"!
E assim o peão cumpriu sua promessa, onde afirmava que mesmo depois de morto amansaria este maldito animal.
 
E dessa maneira termina minha história com esse provérbio: "Toda araruta tem seu dia de mingau!!!!"

Autoria: Mário Garcia Aguiar

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Brincadeiras de um tempo que não volta mais

                                     Brincadeiras de um tempo que não volta mais




Essa história será mais uma das lembranças de um tempo que não volta mais, como  estas canções do meu tempo e dos saudosos compositores que já se foram e também de composições que não existem mais!
Ouçam estas músicas interpretadas e cantadas pelo saudoso Jorge Veiga (Fenômeno) no Youtube e relembrem as que eu vou descrever abaixo:

"O cravo brigou com a rosa
A rosa do meu jardim
O cravo ficou zangado
E a rosa pois a chorar…"

(mais outra)

"Toc, toc ,toc!!! 
Quem bate ai?
Toc, toc ,toc!!!
Mamãe é o cego que vem lhe pedir
Vai Helena bem devagarinho
Buscar pão e vinho para o ceguinho
Eu não quero seu pão e nem o seu vinho
Só quero que Helena me ensine o caminho
Vai Helena bem devagarinho
Ensinar o  cego onde é o caminho
Está aqui seu cego, está aqui o caminho
Caminhai Helena só mais um pouquinho
Eu não sou cego e nem quero ser, 
Me fingir de cego pra roubar você
Adeus minha casa, adeus meu jardim
Adeus minha mãe que foi falsa pra mim!"

(mais outra)

"Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar
Vamos dar a meia volta
Volta e meia, vamos dar
O anel que tu me deste
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou
Por isso dona Juliana
Entra dentro desta roda
Diga um verso bem bonito
Roga a Deus, e vai se embora!"

E ainda muitas outras músicas as quais não me lembro e também brincadeiras inocentes que foram esquecidas!!!!!!!
O mundo cresceu vertiginosamente como uma criança que se tornara adulta e assim perdera a graça e a inocência daquele tempo.
Vou contar uma de nossas brincadeiras: Pique de esconder! Como de costume, quando não tinha outra brincadeira, passamos por alguns tempos viciados em brincar dessa brincadeira. Reuníamos a turminha e começávamos a farra. Ficava uma pessoa no pique, pagando por ter sido o sorteado, e assim tinha que ficar com os olhos vendados, apoiado em um poste e contava até até 100  para dar tempo de correr e a a nossa turma se esconder. Quando terminava a contagem, sempre em voz alta, a pessoa gritava: 
- Lá vou eu!!! E saia correndo a nossa procura. 
Quando encontrava alguém,  este seria o próximo a ficar no pique. Era muito divertido! 
Mas em uma de nossas "traquinagens" de uma pequena maldade ou inocência, inventamos de fazer uma brincadeira, ao meu ver  de mal gosto, mais que era muito mais divertido do que maliciosa!
Naquele tempo, ainda em nossas casas, o assoalho era confeccionado de tábuas e ficava entre elas uma pequena abertura. A nossa alegria era ficar escondido em baixo destes assoalhos das casas, e ficar olhando por estas "gretinhas" as calcinhas da mulherada que passava e quando a "gretinha" era pequena demais,  tinha briga para saber de quem era a vez de olhar e ficávamos com medo de alguém escutar a gritaria! Naquela época as calcinhas eram de um modelo parecidas com as cuecas de hoje, chamadas de "ceroula, e não como os biquínis usados atualmente. Mas mesmo assim, nos deliciávamos!
Aconteceu que certo dia, escondemos em baixo de uma casa, que era de um da turminha e um deles, bravo falou: 
- Não olhem, senão minha mãe pode passar por ai e não quero que vocês vejam a calcinha dela, porque se assim proceder vou contar pro meu pai! E assim respeitamos. 
Mas ainda assim não existia a tal da malícia de hoje, fazíamos por farra e inocência!
Será isso mesmo?? Bom, vou parar por aqui!
Ainda existiam outras brincadeiras, como a CARNIÇA! 
Essa era terrível!! A pessoa que tivesse na carniça, tinha que ficar com as mãos nos joelhos, agachado, e em seguida vinha um da fila que se formava, pulava e passava por baixo de suas pernas abertas. Quem fosse preso ao passar na ratoeira seria o próximo a ficar na carniça.
E ainda me lembro de muitas outras  brincadeiras sadias: pular cordas, amarelinha, cobra cega dentre outras.
Tempo bom que não volta mais! Hoje as crianças cresceram com essa tecnologia da INTERNET e não brincam mais na rua uns com os outros! Que pena!!!!!!!!!!!!

Cantigas de roda para ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=xstqgw4AEfo


Autoria: Mário Garcia Aguiar





     

   





     

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A HISTORIA DAS CAVEIRAS


                                           A HISTORIA DAS CAVEIRAS



OBS: O amor verdadeiro não se apaga, vive eternamente!!

Havia um casal que se amava loucamente, e tinham a preocupação do amor não acabar  após a morte.
E pensando nesse fato, construíram um lapide e fizeram um testamento que dizia para serem enterrados juntos, para que dessa forma, vivessem eternamente, como aconteceu na história de Romeu e Julieta, onde ao
presenciar seu amado morto a mesma, tomeou um punhal sobre seu peito e veio a falecer sobre o cadaver de seu amado.


Depois que os personagem de minha história morreram, suas caveiras resolveram passear pelo cemitério, sempre à meia noite. Se abraçavam e se beijavam, jurando amor eterno.
Sempre que as caveiras se beijavam, próximo a uma figueira, existia uma coruja que batia as asas , pedia "bis" e cantava para os dois.
O coveiro desse cemitério que era apaixonado pela mulher caveira, quando ela ainda era viva, morria de ciúme ao presenciar aquela cena, e um certo dia resolveu tirar a própria vida, virar caveira e assim em sua ultima tentativa, tentar conquistá-la, dizendo que se matou por amor.


Porém com o tempo, os dois apaixonados começaram a se deteriorar,  caindo-lhe os braços, as pernas e o seus corpos começaram a desmanchar, virando pó,  restando-lhe apenas os crânios. E então, aproximaram-se um do outro, e muito tristes  travaram seus dentese num beijo apaixonado se trancaram para sempre.

E o coveiro quando virou caveira, encontrou os dois crânios agarrados um ao outro, com seus dentes cravados do ultimo beijo. E assim, sempre que o relógio marcava meia noite, ele passeava carregando aqueles crânios agarrados pelo cemitério, triste e desolado. Até que ao virar pó subiu para o infinito com sua alma, e lá Deus fez como um milagre uma outra alma gêmea igual de sua paixão na Terra e assim passou a vagar com ela para a eternidade feliz e realizado!



Trilha sonora da história: http://www.vagalume.com.br/alvarenga-e-ranchinho/romance-de-uma-caveira.html

Autor: Mário Garcia Aguiar

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A GOTA DO ORVALHO

 A GOTA DO ORVALHO


O orvalho vem caindo
Lá do radiante céu
E cobrindo toda a natureza
Com teu encantado véu!
Em gota do orvalho
Numa folha aumentando
Cai em uma nascente
 No rio nos transformando!

     Triste e cabisbaixo, sentei em uma pedra a beira mar, e observei as ondas batendo nas pedras em reboliços, causando um barulho ensurdecedor. Revoltado com sua destruição, me deitei na rocha, mesmo com aquela cena revoltante. Não sabia ao certo se estava mesmo em sonho ou em realidade, e concluí que estava sonhando acordado.
     No sonho ou na realidade, senti uma leve onda batendo ao meus pés, parecendo querer revelar alguma coisa:
     - Ei, eu sou uma gota de orvalho no meio destas ondas! Em uma tarde em que o orvalho já caia e as estrelas já desapareciam  no céu, o orvalho foi caindo em uma folhagem e acabou me transformando em uma gota. Fui inchando e cai em uma nascente que brotava do chão.
    E dessa forma, outras tantas gotas iam caindo e se juntando, e acabamos indo parar em um riacho. Passando pelos caminhos, viramos um rio caudaloso, com águas cristalinas e límpidas, em que nos permitia enxergar o fundo. 
   E continuando em nossa caminhada, éramos contemplados com a imagem de peixes coloridos e de varias espécies, matas, pouso de vários pássaros também coloridos que iam cantando e nos embalando com sons maravilhosos.
   Quando nos aproximamos de uma pequena cidade, me assustei, pois de repente jogaram uma caçamba de lixo em nossas águas e mais a frente dejetos e animais mortos. Dessa forma,  as águas foram escurecendo ao ponto de não enxergarmos mais nada  em nosso redor.
     E assim prosseguimos nossa caminha até finalmente chegar ao mar, com esperança de nos limpar novamente. Mas que decepção! O oceano estava mais sujo do que nós, com manchas de óleo, que acabou nos impregnando. Observei que uma gaivota também estava toda suja deste óleo preto.
     Nesse momento, acordei e olhei para o que o sonho me mostrava e vi realmente a gaivota, toda suja do óleo que dizia:
     - Olhe o horizonte com aquela mancha também deste óleo! E ao ouvir isso, a onda foi se afastando e se despedindo.
     Depois desta revelação, baixei novamente a cabeça e fiquei mais triste ainda. Mas de repente senti uma brisa no meus cabelos me acariciando e ouvi uma linda voz dizendo: 
     - Meu filho, não fique triste! Estou voltando em breve para limpar todas estas sujeiras no mundo.
 E assim voltei para casa mais tranquilo e feliz em ter estas revelações!!!

AUTOR: Mário Garcia Aguiar

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

APOCALIPSE E OS SEUS QUATRO CAVALEIROS

  APOCALIPSE E OS SEUS QUATRO CAVALEIROS
      ( CRAQUE, COCAÍNA, MACONHA E O CIGARRO )



Esses quatro cavaleiros do apocalipse, o craque, a cocaína, a maconha e o cigarro, surgiram para o mal ser disseminado em nosso mundo, trazendo desgraça a todos nós.
Eles vieram para acabar com vidas, levando desgraças a seus familiares e as pessoas próximas, furtando, matando sem piedade a seus irmãos e irmãs e inserindo a infelicidade no lar.
Muitos viciados tentam se livrar da droga, mas não conseguem por fraqueza ou principalmente pela falta de ter Deus dentro de seu coração, pois penso que só ele tem o poder em acabar ou ao menos nos livrar deste mal, que está tomando seu lugar em nosso mundo tão carente da fé.
Estou aqui relatando esse fato, mas também sou um usuário deste maldito vício, o cigarro. 
Hoje acordei e me dirigi a Deus,  nosso criador e também meu amigo de fé e irmão camarada. Então meus irmão, irei lhes dá uma dica: mesmo com Deus ao nosso lado, sabemos que não é fácil, temos que ter ajudas, como internações, remédios, apoio da família e principalmente a fé em Deus, porque só com Ele poderemos nos livrar deste mal.
Ao acordar de mais uma noite confusa e pensei:
- Senhor Pai, vou mais outra vez tentar largar desse vício com sua ajuda e procurar apoio com meus irmãos, pois sei que sua arma é poderosa contra todos os males e nenhuma outra contra a ti nos vencerá!
Esses cavaleiros do apocalipse que voltem pra de onde vieram de uma vez por todas e nunca mais vai me subjugar. Confio em ti ,meu Deus, pois sei que estará comigo em todas as horas de minhas fraquezas, e com suas armas de amor, juntos venceremos.
Assim é o que vou praticar e abandonar de vez este maldito cigarro, um dos quatros cavaleiros do apocalipse.

Não precisaria mostrar  violências as quais são praticadas pelo uso destas malditas drogas, mas vejam apenas esta da foto do título de minha história. Fiquei estarrecido em assistir um jogo de futebol e de repente ser pego de surpresa por esta selvajaria. Será que não tem algumas dessas drogas no meio disto tudo?!! Lamentável!

AUTORIA: Mário Garcia Aguiar