O PEÃO DO SERTÃO
Os valentões nem sempre com suas famas de valentes se dão bem nos finais das histórias
Nessa história vou falar sobre famosos valentes e suas arrogâncias invencíveis!
Um certo peão cavalgava pelos sertões visitando fazendas a procura de animais para dominar e amansar. Por sua fama de invencível era também muito solicitado e requisitado pelos fazendeiros quando tinham um cavalo ou burro indomável por outros peões.
Vamos contar as proezas deste valente peão: Ele viajava pelos caminhos árduos do sertão em seu cavalo alazão e em suas caminhadas ia cantando algumas canções:
Vamos contar as proezas deste valente peão: Ele viajava pelos caminhos árduos do sertão em seu cavalo alazão e em suas caminhadas ia cantando algumas canções:
"Lá na minha fazenda tem um boi
E este boi se chama Barnabé
Ele é apaixonado, pela minha linda vaca Salomé
E ainda sobe e desce o morro
Ele é apaixonado, pela minha linda vaca Salomé
E ainda sobe e desce o morro
Se babando pela minha vaca Salomé"
"…Oh! Suzana...
Não chores por mim...pois eu volto pro Alabama
Pra tocar meu banjo assim…"
"…Oh! Suzana...
Não chores por mim...pois eu volto pro Alabama
Pra tocar meu banjo assim…"
E dessa maneira cavalgava a procura de algumas fazendas, as quais requisitavam sua tarefa de domador de animais bravos que outros peões não conseguiam dominar.
Quando ele chegava nos pequenos arraiais, todos os moradores tremiam de medo, porque quando chegava procurava um botequim para beber e arranjar confusão! Sempre armado, com seu revólver, atirava para o alto e se alguém se incomodava, respondia com uma bala de seu trabuco. Mas apesar de sua rudez, era muito bem-vindo por aqueles fazendeiros que necessitava de seus serviços.
Quando ele chegava nos pequenos arraiais, todos os moradores tremiam de medo, porque quando chegava procurava um botequim para beber e arranjar confusão! Sempre armado, com seu revólver, atirava para o alto e se alguém se incomodava, respondia com uma bala de seu trabuco. Mas apesar de sua rudez, era muito bem-vindo por aqueles fazendeiros que necessitava de seus serviços.
Em uma dessas suas andanças, o peão soube de um fazendeiro que possuía um burro que ninguém conseguia amansar e de que esse animal já havia matado duas pessoas. E assim tomando conhecimento da chegada em seu arraial, o fazendeiro perguntou ao peão se queria aventurar-se com o animal indomável, e que se caso obtivesse êxito, daria sua linda filha em troca. Porém disse que não se responsabilizaria com o que poderia acontecer, pois aquele animal era amaldiçoado. E então o peão valente respondeu:
- Ainda não existe um animal que irá me derrotar!! Mesmo depois de morto! E assim foi para mais uma missão!
- Ainda não existe um animal que irá me derrotar!! Mesmo depois de morto! E assim foi para mais uma missão!
Chegando nas terras do fazendeiro, foi recebido com um belo almoço preparado por sua belíssima filha. O peão ficou paralisado com a beleza da moça, apaixonando-se já no primeiro encontro. A bela menina também se encantou por aquele peão, que possuía um físico forte e era muito valente.
Depois de almoçarem, combinaram para o dia seguinte a luta contra o animal. Todos os vizinhos foram convidados para assistir a apresentação!
O dia amanheceu, o galo cantara e lá vinham todos para assistir tamanha proeza! A população da redondeza estava curiosa, devido a fama do animal já ter matado dois peões!
O peão valente preparado com sua roupa característica dirigiu-se ao picadeiro, onde estava o burro amaldiçoado preso em uma corda dando coices ao vento. Ele ordenou para abrirem a porteira e foi entrando sem medo. O vizinhos todos aplaudiram e a mocinha prometida a ele pelo fazendeiro, estava eufórica, e gritava:
- Vamos lá peão! Coragem!! Estou a sua espera!
O homem ao chegar perto do burro benzeu-se e o animal ao perceber sua presença ficou ainda mais furioso e agitado. Diante disso o peão gritou:
- Bicho ruim, você vai sentir o peso da minha valentia e a força dos meus braços! E assim montou no animal e solicitou aos outros colegas que o desamarrassem.
E então o burro saiu a galope dando saltos incríveis, com o peão agarrado nele. Arrebentou a cerca e saiu correndo pelo campo e a galera atrás assistindo aquela fúria indomável do animal!
Os dois ficaram horas nessa luta feroz, até que chegando a beira de um precipício o burro deu aquela empacada e acabou arremessando o peão e ao cair no buraco, o peão bateu com a cabeça em uma pedra vindo a falecer em seguida.
Os dias se passaram e a mocinha prometida não parava de chorar sua morte. Em uma certa noite, ela acordou com sua janela abrindo acompanhada de uma ventania. Levantou-se e começou a escutar no picadeiro, um barulho muito forte e percebeu que era o burro amaldiçoado dando saltos no ar e se debatendo contra a cerca. Os vizinhos também escutaram a barulhada e foram ver o que estava acontecendo com o tal burro. Até que o fazendeiro gritou para todos que era o peão valente que veio cumprir o que havia prometido.
E assim o burro caiu no pasto e lá ficou até o dia seguinte. Depois deste acontecimento, o burro amaldiçoado tornou-se muito dócil e um lindo animal.
E por fim, o fazendeiro presenteou o animal a sua filha, que o apelidou de "Meu peão querido"!
E assim o peão cumpriu sua promessa, onde afirmava que mesmo depois de morto amansaria este maldito animal.
E dessa maneira termina minha história com esse provérbio: "Toda araruta tem seu dia de mingau!!!!"
Autoria: Mário Garcia Aguiar

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