Histórias do Vovô Mario

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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A GOTA DO ORVALHO

 A GOTA DO ORVALHO


O orvalho vem caindo
Lá do radiante céu
E cobrindo toda a natureza
Com teu encantado véu!
Em gota do orvalho
Numa folha aumentando
Cai em uma nascente
 No rio nos transformando!

     Triste e cabisbaixo, sentei em uma pedra a beira mar, e observei as ondas batendo nas pedras em reboliços, causando um barulho ensurdecedor. Revoltado com sua destruição, me deitei na rocha, mesmo com aquela cena revoltante. Não sabia ao certo se estava mesmo em sonho ou em realidade, e concluí que estava sonhando acordado.
     No sonho ou na realidade, senti uma leve onda batendo ao meus pés, parecendo querer revelar alguma coisa:
     - Ei, eu sou uma gota de orvalho no meio destas ondas! Em uma tarde em que o orvalho já caia e as estrelas já desapareciam  no céu, o orvalho foi caindo em uma folhagem e acabou me transformando em uma gota. Fui inchando e cai em uma nascente que brotava do chão.
    E dessa forma, outras tantas gotas iam caindo e se juntando, e acabamos indo parar em um riacho. Passando pelos caminhos, viramos um rio caudaloso, com águas cristalinas e límpidas, em que nos permitia enxergar o fundo. 
   E continuando em nossa caminhada, éramos contemplados com a imagem de peixes coloridos e de varias espécies, matas, pouso de vários pássaros também coloridos que iam cantando e nos embalando com sons maravilhosos.
   Quando nos aproximamos de uma pequena cidade, me assustei, pois de repente jogaram uma caçamba de lixo em nossas águas e mais a frente dejetos e animais mortos. Dessa forma,  as águas foram escurecendo ao ponto de não enxergarmos mais nada  em nosso redor.
     E assim prosseguimos nossa caminha até finalmente chegar ao mar, com esperança de nos limpar novamente. Mas que decepção! O oceano estava mais sujo do que nós, com manchas de óleo, que acabou nos impregnando. Observei que uma gaivota também estava toda suja deste óleo preto.
     Nesse momento, acordei e olhei para o que o sonho me mostrava e vi realmente a gaivota, toda suja do óleo que dizia:
     - Olhe o horizonte com aquela mancha também deste óleo! E ao ouvir isso, a onda foi se afastando e se despedindo.
     Depois desta revelação, baixei novamente a cabeça e fiquei mais triste ainda. Mas de repente senti uma brisa no meus cabelos me acariciando e ouvi uma linda voz dizendo: 
     - Meu filho, não fique triste! Estou voltando em breve para limpar todas estas sujeiras no mundo.
 E assim voltei para casa mais tranquilo e feliz em ter estas revelações!!!

AUTOR: Mário Garcia Aguiar

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